Auto de perguntas, realizado no dia 26 de agosto de 1860, na casa de residência do Tenente Antônio Alberto de Figueiredo, estando presentes o Juiz Municipal suplente, Francisco José da Conceição e o escrivão. O dito juiz fez perguntas que foram respondidas pelo Tenente Figueiredo. Este disse chamar-se Antônio Alberto de Figueiredo, ser filho de Manoel Alberto de Figueiredo, ser natural do Rio de Janeiro, ser militar e 2º tenente da armada. Sobre o fato, disse que:
“(...)entrando para sua casa ontem a noite, deitou-se se, deixando sobre uma cadeira contígua* a cama, uma vela acessa e tendo adormecido acordou-se, e achou-se incendiado” (em transcrição livre)
Segundo o tenente Figueiredo, a vela não estava em um castiçal, ele estava vestindo a calça e a camisa que foram encontradas queimadas. Disse que estavam presentes o alferes Martim José Ribeiro, Sabino Tobias da Costa e o Imperial Marinheiro [Claudino] Jose Ribeiro Maria. Quando perguntado sobre os autos (que foram queimados), respondeu que não sabia o que eram, nem sabia o motivo de estarem em seu poder.
Sobre o mesmo tema, foi perguntado se havia recebido os autos do “escrivão Lobo”, respondeu que tinha recebido uns papéis do dito escrivão.
Documento lavrado pelo escrivão, Joaquim de Oliveira Cézar, e assinado pelo Juiz, Francisco José da Conceição, pelo Promotor Público da Comarca, Carlos Henrique de Aguiar Melchert e por Augusto Neto de Mendonça, a rogo do interrogado, por ele não poder escrever.
*Contígua: que está adjacente ou próximo; vizinho