Ata da sessão ordinária do dia 14 de abril de 1857, sob presidência de Salvador De Ramos Correia. Em sessão leram um requerimento de Agostinho José de Carvalho, fabriqueiro da igreja Matriz de Santa Bárbara pedindo demissão, adiaram. O vereador Floriano Leite encarregado de examinar um pau sob o salto do rio Piracicaba, declarou a necessidade de picar o dito pau em vários pedaços, e que alguns indivíduos aceitariam fazer tal serviço sob gratificação de 10.000. Deliberaram esperar abaixar o rio para tomarem tais atitudes. Discutiram sobre água ardente sendo vendida em Santa Barbara. Leram uma representação do presidente da Província a respeito do péssimo estado da estrada que ligava Piracicaba a capital pela Água Choca e discutiram sobre isso. O presidente da Câmara convocou os vereadores presentes para irem ver a ponte sob o Itapeva na rua das flores, e outra atrás do cemitério. O vereador Joaquim Antônio Fernandes indiciou que a Câmara mandasse construir uma ponte sob o ribeirão denominado Congonhal na estrada que ligava Piracicaba a Vila Botucatu. Finalizaram discutindo sobre as estradas citadas.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Joaquim Antônio Fernandes, Melchior de Melo Castanho, Antônio Joaquim da Silveira, José Antônio Gonçalves de Oliveira, Joaquim Floriano Leite, Manoel Barbosa Pires, e João Batista Correia.
Ata da sessão extraordinária do dia 14 de fevereiro de 1858 sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão assinaram vários ofícios deliberados na sessão passada. Levaram ao conhecimento da assembleia provincial uma representação solicitando dois contos de réis para a matriz da cidade, e mais quatrocentos mil réis para a conclusão do novo cemitério da cidade, e assim foi cumprido. Leram um oficio do fiscal declarando ter feito a correção sobre alvarás de licenças, e uma relação de multados. O fiscal orçou o rancho do Piracicamirim por mil réis, e foi deliberado fazer o conserto. O presidente da Câmara declarou que na rua do porte a enchente desbatatou uma ponte na beira do rio, ao pé da olária de João de Andrade, e declararam que fizesse o conserto e colocar edital em praça. Finalizaram lendo um requerimento do porteiro Francisco de Paula Barbosa pedindo demissão e deliberaram nomear outro na sessão seguinte.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Felipe Xavier da Rocha, Antônio Joaquim da Silveira, José Antônio Gonçalves de Oliveira, e João Batista Correia.
Ata da sessão ordinária do dia 14 de julho de 1858, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão leram um oficio do primeiro substituto do juiz de direito da comarca, mandou-se arquivar. Apresentaram ao presidente da Câmara três portarias do presidente da Província comunicando ter ordenado a tesouraria dispor de dinheiro para a ponte sob o rio Cortumbatai, e mais um conto de réis para a ponte do Ribeirão do Pinhal denominado Bernardo, e mais uma quantia para outra ponte no mesmo ribeirão. Oficiaram ao procurador que entregasse tudo que pertencesse a Câmara para o novo procurador, e que o ex procurar prestasse contas. Melo Castanho apresentou o motivo de ter faltado e pediu para que retirassem a multa aplicada. O novo procurador e o fiador Antonio de Barros Ferraz compareceram tomando pose e prestando juramento.
Documento redigido pelo secretario Francisco Ferraz de Carvalho, e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Melchior de Melo Castanho, Antonio Joaquim da Silveira, Antonio Narciso Coelho, José Antonio Gonçalves de Oliveira, Manoel Barbosa Pires, e Joaquim Floriano Leite.
Ata da sessão extraordinária do dia 14 de novembro de 1858, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão deliberaram construir o novo cemitério no antigo local. Deliberaram cercar com pedras e madeiras de lei. Discutiram a respeito da subscrição de uma capela dentro do cemitério, e o que sobrar para a Irmandade de São Benedito a pedido do vereador Coelho. Leram dois ofícios do presidente da Província e um artigo de posturas, a Câmara ficou inteirada. Aprovaram um artigo de posturas a respeito da prevenção das bexigas e outro pedindo dinheiro para a obra da matriz.
Documento redigido pelo secretario Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Antonio Joaquim da Silveira, José Antonio Gonçalves de Oliveira, e Antonio Narciso Coelho.
Cópia das posturas da Câmara Municipal da Vila da Constituição, datadas de 14 de março de 1839, tal registro inicia-se com o seguinte texto:
“A Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo, sob proposta da Câmara Municipal da Vila da Constituição, resolve:” (em transcrição livre)
O tema central de tais posturas são as vacinas e a obrigatoriedade da vacinação,
Cópia das posturas da Câmara Municipal da Vila da Constituição, datadas 14 de julho de 1852. Tal registro inicia-se com o seguinte texto:
“A Assembleia Legislativa Provincial de São Paulo, sob proposta da Câmara Municipal da Vila da Constituição, resolve” (em transcrição livre)
Tem-se cinco artigos de posturas, com temas como: calçamento de pedras e mascates. O segundo artigo, traz como tema o dobre e repique de sinos, e tem a seguinte redação:
“Art 2º Todas vezes que falecer qualquer pessoa, haverá um dobre ou repique de sino gratuito, podendo com tido haver mais dobres, ou repiques, pagando por estes os interessados 800 reis de cada um, recebendo 160 o sacristão, e ficando os 640 reis para a fabrica da Matriz. Esta quantia será arrecadada pelo fabriqueiro no ato de dar bilhete da fabrica para sepultura” (em transcrição livre)
Ata da sessão ordinária do dia 15 de abril de 1857 sob presidência de Salvador Ramos Correia. Em sessão leram o relatório do fiscal e foi a comissão. Leram o parecer da comissão encarregada de obras públicas, e encarregada de examinar um local para o novo chafariz. Deliberaram que fosse no mesmo lugar onde se encontrava a bica denominada do Amâncio, tanto por ter mais largura e por abundancia de água além da qualidade. Examinaram duas ruas que necessitavam de ponte e esgotos na estrada para Monte Alegre. Discutiram sobre a necessidade de mudar o cemitério, e escolheram que fosse no fim da rua que seguia pelo valo da chácara de Fructuoso José Coelho, denominada rua da Quitanda, pois o local era propício para taipas. Alegaram que existia um lugar no fim da rua da Constituição conhecida como “Rua Velha do Pau Queimado”, porém a terra era roxa e inapropriada. A comissão examinou um local no fim da rua do Comércio e Santo Antônio, porém também foi considerada impropria por ser na cabeceira do ribeirão Itapeva. Deliberaram ser perto da chácara de Fructuoso José Coelho. Finalizaram a sessão tendo uma longa discussão a respeito do chafariz e seus custos, e faltas de vereadores. Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Joaquim Antônio Fernandes, Antônio Joaquim da Silveira, José Antônio Gonçalves de oliveira, Manoel Barbosa Pires, Joaquim Floriano Leite, e João Batista Correia.
Ata da sessão extraordinária do dia 15 de dezembro de 1858, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão discutiram a respeito da venda de um terreno de Antonio de Barros Ferraz construiu, mas que pertencia ao rocio de João Feliciano de Sampaio. Discutiram sobre a Câmara utilizar o terreno para retirar pedras, e deliberaram cercar e construir um portão.
Documento redigido pelo secretario Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Antonio Joaquim da Silveira, José Antonio Gonçalves de Oliveira, e Joaquim Floriano Leite.
Projeto de lei redigido pela comissão de redação, onde os negociantes a retalho de fora do município, que viverem nele ou mandarem vender fazendas ou tecidos semelhantes, mesmo que por meio de amostras, ficam sujeitos à taxa de 450 mil réis, que valerá para o exercício financeiro do ano, não importando a época do pagamento.
Ata da sessão extraordinária do dia 15 de julho de 1857, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão o presidente declarou que era necessário discutir sobre as contas e férias dos trabalhadores, e remeter ao presidente da Província sobre o concerto da ponte.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Antônio Joaquim da Silveira, Felipe Xavier da Rocha, João Batista Correia, e Antônio Narciso Coelho.