Inquirição da testemunha informante, Claudino Manoel Ribeiro. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): Claudino Manoel Ribeiro, de 18 anos de idade, solteiro, natural do Rio de Janeiro, de passagem pela cidade, soldado de 1º linha. Consta que ele era praça de “Imperiais Marinheiros”, e servia ao réu indiciado, por esse motivo não foi lhe deferido o juramento.
Ao ser inquirida, a testemunha relatou que estava dormindo na sala da cozinha, quando foi acordado pelos gritos de “acuda” do réu e do Alferes Martinho José Ribeiro. Que viu o citado alferes tentando apagar o fogo que estavam nas vestimentas do indicado e também viu o principiar de fogo nas roupas da cama. Que conseguiu apagar o incêndio com a ajuda do Alferes Ribeiro e do companheiro, Sabino Tobias, que veio com um balde de água.
Documento lavrado pelo escrivão, Joaquim de Oliveira Cézar, assinado pelo Juiz, Francisco José da Conceição, pelo Promotor Público da Comarca, Carlos Henrique de Aguiar Melchert, pelo réu e por José Manoel da Cruz, a rogo da testemunha, por esta não saber escrever.
*No documento, conta que José Manoel da Cruz assinou a rogo do réu, por esta não saber escrever, mas é este, provavelmente, um erro do escrivão, por o réu, Antônio Alberto de Figueiredo sabe escrever e consta a sua assinatura neste e nos demais documentos do processo.