Ata da sessão ordinária de 6 de julho de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência do vereador Mattos. Foi declarado por Ramos Correa, membro da Comissão de Papéis, que não tivera tempo de concluir seu parecer a respeito da Portaria do presidente da Província, portanto, apresentava apenas um esboço. Foi lido um requerimento de Carlos Melcher, pedindo o pagamento de custas. O presidente deliberou que tendo a Câmara ordenado a abertura das ruas, a mesma ordem fosse adiada, por falta de verbas. Vereador Doria destacou que achava inconveniente proprietários terem fechado as ruas para conservar os seus terrenos e que era necessário mandar abri-las, o tema foi discutido. Foi passado mandado a favor dos empregados.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Jose Bento de Mattos, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Augusto César de Oliveira, Antonio Correa de Lemos e Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais.
Ata da sessão ordinária de 13 de outubro de 1861, às 10 horas da manhã, sob presidência do vereador Mattos. Foi dado parecer pela Comissão de Contas a respeito do requerimento de Antonio Augusto de Oliveira César, Contador do Juízo. Ramos Correa, indicou que se oficiasse ao presidente da Província sobre o estado em que se encontrava a ponte sobre o rio Piracicamirim e que se pedisse um auxílio pecuniário para ela. Foi dado parecer a respeito da Circular datada de 17 de setembro de 1861. Foi mandado lavrar editais para o conhecimento do público e editais pondo em praça os Direitos da Câmara.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Afonso Agostinho Gentil de Andrade, Augusto César de Oliveira e Antonio Correa de Lemos.
Ata da sessão extraordinária do dia 9 de março de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi declarado que o motivo da reunião era para mandar publicar editais marcando quais as armas proibidas e quais permitidas, sendo que as proibidas estavam mencionadas no Artigo 3º da Lei de 26 de outubro de 1831 (1). Foi lida uma Representação de Antonio Alves de Oliveira, Inspetor de Quarteirão, em que pedia providências acerca do estado de ruína da estrada do Picadão Velho. Foi apresentado um ofício de Francisco Franco de Lima, Inspetor da Estrada para Campinas, dando parte ter caído alguns lanços da ponte da mencionada estrada. Foi dito, pelo presidente, que a ponte do Morro Grande pertence a Nação e, entrando em discussão, ficou a cargo do presidente oficiar o Governo. Foi lido um ofício do Inspetor das Aulas Públicas de Primeiras Letras em que dava as informações exigidas pela Câmara. Foi lido e respondido um ofício da Tesouraria. Foi apresentado um requerimento de Miguel Arcanjo Benicio, zelador da Igreja da Boa Morte, em que pedia providências para aquela rua. Augusto César deliberou que o Procurador não cumpria com seus deveres e, portanto, pedia a sua demissão, entrando o assunto em discussão e em votação. Vereador Leite Morais fundamentou seu voto a respeito da demissão do Procurador.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira.
(1) O uso, sem licença, de pistolas, bacamarte, faca de ponta, punhal, sovelas, ou qualquer outro instrumento perfurante, será punido com a pena de prisão com trabalho, por um a seis meses, duplicando-se na reincidência, e ficando em vigor a disposição do Código, quanto ás armas proibidas.
Ata da sessão ordinária de 31 de março de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lido um requerimento de Correa de Lemos, em que pedia licença das sessões para tratar de seus negócios e, em seguida, foram nomeadas as Comissões. Foi deliberado sobre o pedido de licença de Correa de Lemos. Leite Morais nomeou Joaquim Ferraz de Camargo como novo Procurador, entretanto, Augusto César explanou que havia mais requerentes para ocupar a vaga de Procurador, portanto, era necessário ler cada requerimento para se fazer a escolha e, após as leituras, foi escolhido José de Barros Gorgel. Foi dito, por Leite Morais, que em relação a questão das cabeças das reses, foi entregue, no expediente passado, um ofício do Presidente da Província pedindo informações sobre a representação do arrematante e que não se havia dado uma resposta, deliberou a Casa que o tema ficasse para a próxima sessão.
Documento lavrado por Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira.
Ata da sessão ordinária de 2 de abril de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Aberta a sessão foi assinado o atestado requerido pelo vigário. Foi lido um requerimento de Manoel de Moraes Barros em que pedia atestado do tempo de exercício em seu emprego. Foi requerido por Francisco Leandro Fontoura que se examinasse cinco atestados e que fosse dado visto. Foi lido o requerimento de Manoel Pereira de Aguiar em que pedia a suspensão da multa por ter matado algumas rezes fora do Matadouro Público. Foi apresentado um requerimento dos moradores da rua do Bairro Alto em que pediam o conserto da mencionada rua. Fructuoso José Coelho fez sentir a Câmara sobre o estado ruinoso da estrada até Campinas passando por Santa Bárbara. Foi lido um requerimento do Procurador da Câmara em que pedia faculdade (o que significa “autorização” neste contexto) para a compra de um aparador. Vereador Doria propôs que se incluísse no Edital de Armas Proibidas, as armas contundentes ou cacetes, entrando a indicação em votação.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira.
Ata da sessão ordinária de 3 de abril de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi assinado o atestado requerido por Manoel de Moraes Barros. Foi lido o parecer da Comissão em relação as multas impostas pelo Fiscal. A Comissão também deu seu parecer a respeito das contas que foram apresentadas pelo Procurador interino. O presidente apresentou um ofício do presidente da Província em que mandava a Câmara responder a Representação feita pelo arrematante das cabeças e aferições, Pedro Ferraz de Arruda. Também foi apresentado, outro ofício, do presidente da Província, para ser assinado, entrando em discussão. O presidente fez sentir a necessidade de se comprar um livro para assentar os objetos pertencentes a Câmara.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores presentes Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira.
Ata da sessão de 7 de julho de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Aberta a reunião foram nomeadas as Comissões. Foram remetidas, as respectivas Comissões, as contas do Procurador e o Relatório dos Fiscais desta cidade e de Santa Bárbara. Foram lidos requerimentos do professor público, José Romão Leite Prestes e da professora da Primeira Cadeira de Primeiras Letras do Sexo Feminino, Hermelinda Rosa de Tolledo, em que pediam suas frequências e o número de alunos matriculados em suas aulas. Foi apresentado um requerimento de Manoel de Moraes Barros em que pedia atestado. Foi lido um ofício do presidente da Província, datado de 25 de abril de 1862, em que comunicava haver apenas um conto de réis para ser aplicado na estrada desta cidade até Itu. Foi assinado um ofício remetido ao presidente da Província, em que pedia providência a respeito da irregularidade da chegada do correio. O presidente fez sentir sobre a ausência de Leite de Morais e Leite Ribeiro, sendo ambos multados. Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Antonio Correa de Lemos, Manoel Alves de Oliveira Doria, Augusto César de Oliveira e Jose de Almeida Leite Ribeiro.
Ata da sessão ordinária de 8 de julho de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi apresentado, pela Comissão, o parecer a respeito das cartas apresentadas pelo Procurador. Foi lido um requerimento do Procurador da Câmara, José de Barros Gorgel, pedindo sua demissão, sendo aprovado e nomeado para o cargo Luiz Antonio Vianna. Foi lido o relatório do Fiscal sobre a correição feita no cemitério desta cidade. Foi lida a resposta da Comissão encarregada de representar a Câmara diante Sua Majestade o Imperador por ocasião da inauguração da estátua de Dom Pedro I. Foi apresentado um requerimento de Francisco Leandro Fontoura em que pedia que se atestasse se era cidadão brasileiro e se estava em gozo de seus direitos políticos. Leite Ribeiro declarou o motivo de sua ausência na sessão anterior e pediu suspensão da multa. Foi lido um ofício do Tenente Afonço Agostinho Gentil de Andrade, comunicando não poder ser camarista, pois não havia sido oficialmente demitido de sua função de Delegado de Polícia.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Manoel Alves de Oliveira Doria, Jose de Almeida Leite Ribeiro e Augusto César de Oliveira.
Ata da sessão ordinária de 9 de julho de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lido um ofício do vereador Correa de Lemos, em que comunicava não poder comparecer o resto da sessão, por ter que fazer uma viagem urgente até a Vila de Indaiatuba. A Comissão de Contas deu parecer a respeito do Relatório do Fiscal desta cidade. Foi lido um ofício de José de Barros Gorgel, ex-Procurador da Câmara, remetendo trinta mil réis que pertenciam ao cofre da municipalidade. Vereador Doria deliberou que o Fiscal fosse examinar se Andre Ferraz de Sampaio, Jozé Maciel Correa Lemos e Francisco Ferraz de Camargo estavam cumprindo o que lhes foi ordenado. Indicou Doria que, se obtivesse, para a Câmara, Livros de Talão para o procurador passar neles seus recibos. Foi solicitado, pelo professor José Romão Leite Prestes, atestado se tinha exercido seu magistério a mais de quinze anos de maneira satisfatória e se tinha merecido aceitação dos pais de família devido sua moralidade civil. Vereador Doria requereu a nomeação de um novo membro para ser seu companheiro de Comissão. Foi lido um requerimento dos negociantes de retalhos e primeiras necessidades. Foi assinado o atestado de Francisco Leandro Fontoura. Vereador Doria indicou que o Fiscal fosse examinar a estrada que passa pelo Corumbataí, visto que, constava que alguns moradores não a tinham feito.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira.
Ata da sessão ordinária de 10 de julho de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. A Comissão de Obras Públicas apresentou seu parecer em relação ao conserto do cemitério. Vereador Doria indicou que se levasse ao conhecimento do presidente da Província sobre o estado da ponte do rio Piracicaba, visto que, a Assembleia Provincial havia se esquecido do conserto. Foi deliberado que, visto a necessidade que havia na ponte do ribeirão Alambari, se representasse ao Excelentíssimo Presidente pedindo a quantia de 500:000 para a a obra. Foi lido um ofício de Innocêncio de Paula Eduardo (primeiro suplente de delegado), em que comunicava que a casa em que a Escola de Instruções Primárias se encontrava era imprópria, sendo deliberado conceder a Sala da Câmara para tal fim. Foi lido um ofício do Excelentíssimo Presidente remetendo o pus vacínico que foi pedido. Foi apresentado um ofício para que o Coletor prestasse fiança.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Manoel Alves de Oliveira Doria, Jose de Almeida Leite Ribeiro e Augusto César de Oliveira.