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Descrição arquivística
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Relação de questionamentos
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1867-36 · Item · 10 de setembro de 1867
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Relação de questionamentos sobre a ré Benedicta, e sobre o crime divididos entre questão e quesito. O documento é datado de 10 de setembro de 1867 e consta a assinatura de vários juízes no decorrer do documento, tendo como assinatura final a de Manoel Alves Lobo.

Carcereiro
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1867-37 · Item · 10 de setembro de 1867
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Oficio do carcereiro para o oficial de justiça avisar a ré Benedicta e seu curador para assistirem o julgamento. Consta anexo do carcereiro declarando ter cumprido a notificação. O documento é datado de 10 de setembro de 1867 e assinado por Manoel Alves Lobo, Teixeira de Gouvêa, e Antônio João Pires.

Tribunal do Júri - Joaquim Grande
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1876 · Série · 1876
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

A série “Tribunal do Júri – Joaquim Grande” é constituída pelos documentos que formam o processo crime que tem como réu um homem escravizado de nome Joaquim, também conhecido como Joaquim Grande. Ele é acusado matar um homem, também escravizado, denominado Job, em 1876. Tal processo, para além do crime, tem anexados em seus autos, documentos remanescentes do processo de apagamento da história da escravidão, como escritura de compra e venda de escravizados e certidões de livros de matrícula de escravizados.

Juntamente com o quadro descritivo dos itens documentais (pdf), tem-se um texto um introdutório, que narra todo caso e processo contra o réu.

Autuação – Auto de Corpo de Delito
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1876-02 · Item · 17 de julho de 1876
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Autuação do auto de corpo de delito, que tem como réu judiciado o “Joaquim o grande, escravo de Fernando Paes de Barros”. Constam as seguintes informações no documento

“Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1876, aos 16 de julho, nesta cidade da Constituição, em meu cartório, autuo o auto de corpo de delito que adiante se vê. Eu José Manoel da França, escrivão, o escrevi” (em transcrição livre).

Intimação Peritos
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1876-04 · Item · 31 de maio de 1876
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Documento no qual o subdelegado de polícia, Albano Augusto Leitão, requer a intimação de peritos para a realização do corpo de delito de um cadáver que havia sido trazido à cadeia da cidade. Consta tem despacho do escrivão, José Lydio de Vasconcellos, informando que os peritos José Augusto da Rocha Almeida e Castro Nehring foram intimados.

3º Testemunha (informante) – José
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1876-14 · Item · 04 de agosto de 1876
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Inquirição da testemunha, José. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): “José, de 20 anos, solteiro, natural de Pernambuco, trabalhador da roça, morador deste município, escravo de Fernando Paes de Barros; testemunha informante, a quem o subdelegado não deferiu o juramento”. (em transcrição livre)

Ao ser inquirida sobre a morte de Job, a testemunha relatou que: “(....) sendo campeiro da fazenda de seu senhor Fernando Paes de Barros, e que estando nesse serviço com seu companheiro Cezarino, viram Job vir trazendo Joaquim Grande, que estava fugido há um ano, com destino a casa de seu Senhor o que chegando na porteira da pasto Joaquim disse a Job que não queria ir por diante e como Job insistisse aquele desfechou-lhe um tiro que não acostou em Job, dando-lhe este então uma bordoada: ocasião em que Joaquim Grande puxando pela faca ofendera gravemente Job. Disse mais que logo depois da primeira facada ele depoente mandou seu companheiro a fazenda dar parte de que estava passando e mesmo para vir gente que pudesse efetuar a prisão de Joaquim” (em transcrição livre)

Ao ser perguntado se não interveio na luta, José disse que deu uma pancada em Joaquim com uma vara, mas esta se quebrou, e quando tentou pegar a espingarda caída, veio atrás dele com a faca, o que o fez correr.

Documento lavrado pelo escrivão, José Lydio de Vasconcellos e assinado pelo subdelegado de polícia, Albano Augusto Leitão e por Francisco José da Silva, a rogo da testemunha.

Correspondência
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1876-17 · Item · 12 de setembro de 1876
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Correspondência, juntada aos autos, de Fernando Paes de Barros, com o seguinte teor:

“Meu sobrinho e amigo. Hoje tive o gosto do José Joaquim de Godois, me entregar o meu escravo criminoso, que estava fugido, o qual remeto para o delegado de polícia, como não hei de fazer ofício, quero que Vosmecê faça o favor fazer ciente o delegado que é meu negro que matou Job, me consta que a cadeia dessa esta muito fraca, faça com o delegado que conserve o negro em ferros, porque é muito sacudido, que conserve até o júri” (em transcrição livre)

Auto de Perguntas - Joaquim
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1876-18 · Item · 12 de setembro de 1876
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Auto de Perguntas, realizado no dia 12 de setembro de 1876, na Sala da Câmara Municipal estando presente o subdelegado de polícia, Albano Augusto Leitão, que fez perguntas ao homem escravizado, de nome Joaquim, acusado de matar Job. Sobre ele se tem as seguintes informações:

“Respondeu chamar-se Joaquim, vulgo Grande, natural de Pernambuco, de 20 anos mais ou menos de idade, solteiro, trabalhador da roça, residente no sítio de Fernando Paes de Barros, de quem é escravo, e se sabe ler e escrever, ao que disse que não” (em transcrição livre)

Ao ser questionado, disse que foi preso perto de Pirapora, que andava fugido há mais ou menos um ano e admitiu ter matado o escravizado Job. Ao ser perguntado como foi que o matou, respondeu que:

“(...) tendo uma espingarda de um cano, em poder do preto Job, e indo lá em casa dele pedi-la, este tratou de o levar para casa apadrinhado, e que seguindo para a casa tendo chegado perto da porteira ele interrogado parou para conversar com dois companheiros seus de nome José e Cezario, e que nesta ocasião Job o empurrava dizendo que seguisse para casa, desfechando ele interrogado um tiro em Job com uma pistola de um cano, mas que não acertou. Que não tendo acertado esse tiro Job deu-lhe três bordoadas no braço e que ele interrogado o matou com nove facadas da maneira seguinte: Dando-lhe três facadas com as quais Job caiu, e ele interrogado repetiu ainda mais seis facadas”

Documento redigido pelo escrivão José Lydio de Vasconcellos e assinado pelo o subdelegado e por duas testemunhas, Antônio Gomes de Souza e Antônio Barboza de Lima.

Juramento - Curador
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1876-20 · Item · 13 de setembro de 1876
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Juramento do curador do réu Joaquim, Bento Barreto do Amaral Gurgel. Consta que tal juramento deu-se no dia 13 de setembro de 1876, na casa do subdelegado de polícia, Albano Augusto Leitão, sendo escrito pelo escrivão José Lydio de Vasconcellos.

Consta também um informe do mesmo escrivão, no qual torna sem efeito tal juramento, por motivo superveniente da parte do curador.

Juramento - Curador
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1876-23 · Item · 14 de setembro de 1876
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Juramento do curador do réu Joaquim, Doutor Francisco Costa Carvalho. Consta que tal juramento deu-se no dia 14 de setembro de 1876, na Sala da Câmara Municipal, na presença subdelegado de polícia, Albano Augusto Leitão.

Documento redigido pelo escrivão José Lydio de Vasconcellos e assinado pelo curador (advogado) juramentado e pelo subdelegado.