Ata da sessão extraordinária do dia 08 de fevereiro de 1857 sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão responderam a vários ofícios do presidente da Província, e várias consultas do fiscal. O vereador Joaquim Antônio Fernandes contestou a multa que recebeu devido à falta e foi atendido. O presidente da Câmara declarou a necessidade de redigir ofícios ao presidente da Província pedindo dinheiro para necessidades do município. Leram dois ofícios do presidente da Província, do Bispo Diocesano e do inspetor da tesouraria. Discutiram sobre a demissão do fiscal e sua substituição. Deram um parecer sobre o requerimento de Domingos José Lopes Rodrigues, onde pede o arrendamento de um terreno pertencente ao rocio do município. Leram um oficio do fiscal alegando ter demolido os guaraguatás conforme lhe foi ordenado, porém um morador interferiu e negou-se a permitir a demolição de seus guaraguatás. Leram um oficio a respeito da fatura dos caminhos, resolveram franquear a ponte sob o rio Piracicaba por motivo de mal estado, e discutiram sobre isso. O Sr. Fernandes declarou que após assistir as sessões dos jurados foi embora para seu sitio, e choveu tanto que não foi possível comparecer na sessão da Câmara, e que por esse motivo requeria que tirassem a multa imposta a ele, foi atendido.
Documento redigido pelo secretário (não cita o nome) e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Melchior de Melo Castanho, Antônio Joaquim da Silveira, e José Antônio Gonçalves de Oliveira.
Ata da sessão extraordinária do dia 05 de abril de 1857, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão discutiram sobre uma representação do presidente da Província e da Assembleia Provincial, além de outras Câmaras, a respeito de uma quota financeira para abrir o salto de (Luanhandava?) E Itapeva, visto que seria vantagem para o município facilitar o comércio da região. O presidente da Província solicitou que a Câmara pedisse a Assembleia Provincial uma quota de reparos para a cadeia visto seu mal estado.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho sem assinatura.
Ata da sessão extraordinária do dia 05 de abril de 1857, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão o presidente da Câmara declarou a necessidade de levar ao conhecimento da Assembleia Provincial e outras Câmaras de diferentes municípios, que precisavam de uma quota pecuniária para abrir o salto denominado Guanhandava e Itapeva, visto que isso faria Piracicaba e outros municípios lucrar financeiramente com o ramo de navegação, ligando Piracicaba a Cuiabá. Foi aprovado, oficiaram ao presidente da Província e fecharam a sessão. Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Joaquim Antônio Fernandes, João Batista Correia, e Joaquim Floriano Leite.
Ata da sessão ordinária do dia 13 de abril de 1857, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão principiaram lendo justificativa de faltas de diversos vereadores. Nomearam uma comissão de obras públicas e de contas. Analisaram o relatório do fiscal de Santa Barbara e analisaram a venda de água ardente apresentada. Leram outro oficio do mesmo fiscal de Santa Barbara pedindo demissão, e foi deliberado que o dito continuasse com seu trabalho até ser substituído. Remeteram a relação dos multados, o Presidente da Câmara aprovou uma representação dos moradores da Serra de São Pedro querendo intervenção da Câmara para fatura de caminho; e discutiram sobre isso. Analisaram mais faltas, dinheiro vindo da Assembleia Provincial para conserto do chafariz e cemitério da Vila, e o vereador Correia indicou a necessidade de reparar uma rua que ligava a vila a Monte Alegre. Indicaram mudar o cemitério para o bairro Alto, onde a terra era própria para taipas e ficaria longe do centro da povoação. Finalizaram discutindo sobre vereadores multados.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Joaquim Antônio Fernandes, Melchior de Melo Castanho, Joaquim Floriano Leite, Manoel Barbosa Pires, e João Batista Correia.
Ata da sessão ordinária do dia 14 de abril de 1857, sob presidência de Salvador De Ramos Correia. Em sessão leram um requerimento de Agostinho José de Carvalho, fabriqueiro da igreja Matriz de Santa Bárbara pedindo demissão, adiaram. O vereador Floriano Leite encarregado de examinar um pau sob o salto do rio Piracicaba, declarou a necessidade de picar o dito pau em vários pedaços, e que alguns indivíduos aceitariam fazer tal serviço sob gratificação de 10.000. Deliberaram esperar abaixar o rio para tomarem tais atitudes. Discutiram sobre água ardente sendo vendida em Santa Barbara. Leram uma representação do presidente da Província a respeito do péssimo estado da estrada que ligava Piracicaba a capital pela Água Choca e discutiram sobre isso. O presidente da Câmara convocou os vereadores presentes para irem ver a ponte sob o Itapeva na rua das flores, e outra atrás do cemitério. O vereador Joaquim Antônio Fernandes indiciou que a Câmara mandasse construir uma ponte sob o ribeirão denominado Congonhal na estrada que ligava Piracicaba a Vila Botucatu. Finalizaram discutindo sobre as estradas citadas.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Joaquim Antônio Fernandes, Melchior de Melo Castanho, Antônio Joaquim da Silveira, José Antônio Gonçalves de Oliveira, Joaquim Floriano Leite, Manoel Barbosa Pires, e João Batista Correia.
Ata da sessão ordinária do dia 15 de abril de 1857 sob presidência de Salvador Ramos Correia. Em sessão leram o relatório do fiscal e foi a comissão. Leram o parecer da comissão encarregada de obras públicas, e encarregada de examinar um local para o novo chafariz. Deliberaram que fosse no mesmo lugar onde se encontrava a bica denominada do Amâncio, tanto por ter mais largura e por abundancia de água além da qualidade. Examinaram duas ruas que necessitavam de ponte e esgotos na estrada para Monte Alegre. Discutiram sobre a necessidade de mudar o cemitério, e escolheram que fosse no fim da rua que seguia pelo valo da chácara de Fructuoso José Coelho, denominada rua da Quitanda, pois o local era propício para taipas. Alegaram que existia um lugar no fim da rua da Constituição conhecida como “Rua Velha do Pau Queimado”, porém a terra era roxa e inapropriada. A comissão examinou um local no fim da rua do Comércio e Santo Antônio, porém também foi considerada impropria por ser na cabeceira do ribeirão Itapeva. Deliberaram ser perto da chácara de Fructuoso José Coelho. Finalizaram a sessão tendo uma longa discussão a respeito do chafariz e seus custos, e faltas de vereadores. Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Joaquim Antônio Fernandes, Antônio Joaquim da Silveira, José Antônio Gonçalves de oliveira, Manoel Barbosa Pires, Joaquim Floriano Leite, e João Batista Correia.
Ata da sessão ordinária do dia 17 de abril de 1857, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Declararam que a sessão foi aberta as nove horas da manhã, nas formalidades da lei. Principiaram discutindo sobre vereadores presentes e os ausentes, multados e dispensados de multa. Discutiram sobre as contas do procurador, e notam que a lavagem e engomamento da roupa do juiz de direito estava atrelada as contas do procurador, e ignoraram se era aceitável ou não tal irregularidade. Discutiram sobre os trabalhos do fiscal, e após desconfiarem de seus serviços acharam propício executar a sua demissão. Leram um requerimento de Francisco Ferraz da Cunha pedindo informações não especificadas no documento. Finalizaram lendo um requerimento de Agostinho José de Carvalho que foi deferido.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Joaquim Antônio Fernandes, Antônio Joaquim da Silveira, José Antônio Gonçalves de Oliveira, Manoel Barbosa Pires, e Joaquim Floriano Leite.
Ata da sessão ordinária do dia 18 de abril de 1857, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão leram um oficio do vereador Batista Correia declarando não poder comparecer na sessão. Leram um requerimento do alferes Joaquim José de Oliveira e foi deferido que recorresse ao presidente da Província. O presidente da Câmara declarou a necessidade de aumentar o salário do porteiro, e aumentaram. Discutiram sobre consertar a rua das Flores, lavrar e assinar os termos competentes, marcar o juramento do fiscal e finalizaram passando mandado aos empregados da Câmara.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Antônio Joaquim da Silveira, José Antônio Gonçalves de Oliveira, e Felipe Xavier da Rocha.
Ata da sessão ordinária do dia 24 de maio de 1857, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão leram um requerimento do Doutor Herman Melchior pedindo atestado e que gostaria de ser naturalizado brasileiro. Lavraram no termo competente. Leram um requerimento dos moradores da rua Boa Morte pedindo seis messes de prazo para cumprirem artigos de postura referentes a obrigações de branquear e construírem taipas na frente de suas casas. Deliberaram conceder mais um prazo de seis meses. Leram um requerimento de Carlos de Campos Camargo, escrivão privativo do júri e execuções criminais, pedindo pagamento de custas; adiaram.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Antônio Narciso Coelho, Antônio Joaquim da Silveira, e José Antônio Gonçalves de Oliveira.
Ata da sessão ordinária do dia 21 de julho de 1857, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão iniciaram discutindo sobre as contas do procurador da Câmara, e aprovaram. Leram o relatório do fiscal remetendo a lista de multados ao procurador. Discutiram sobre o capitão Bento Francisco de Matos onde expõe sua dificuldade em tomar posse como juiz, visto morar longe da cidade. O senhor Aguiar, membro da comissão, alegou que se não deu um parecer completo foi devido à falta de esclarecimentos, e que confiava nos membros da comissão. Deliberaram voltar o oficio do fiscal para ser assinado, visto estar com falta.
Documento redigido pelo secretário e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Felipe Xavier da Rocha, Antônio Joaquim da Silveira, Antônio Narciso Coelho, João Manoel de Aguiar, Manoel Barbosa Pires, e João Batista Correia.