Inquirição da testemunha, o Major Manoel Eufrásio de Azevedo Marques Sobrinho. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): Manoel Eufrásio de Azevedo Marques Sobrinho, de [37] anos de idade, solteiro, natural de Paranaguá e empregado público [aposentado].
Ao ser inquirida, a testemunha relatou saber que havia um processo crime contra o Tenente Antônio Alberto de Figueiredo, pois este havia lhe pedido para analisa-lo. Que podia supor que tal processo estava em posse do citado tenente, pois ele havia entregado ao indiciado “tendo-se dado o incêndio dois outros dias depois”. Ao ser perguntado como havia ficado sabendo do incêndio, respondeu:
“(...?) que achando-se em sua casa na noite de 25 para 26 do corrente, em companhia dos senhores primeiro Tenente da Armada Augusto Neto de Mendonça, o segundo Tenente da mesma Camillo d’ Teles e Silva, e o Doutor em Medicina Aurélio Dinis Gonsalves, ouvira bater apressada mente a porta, e então encontraram-se com um soldado Naval vinha dar parte mandado, ou pelo mesmo indiciado ou pelo Alferes Martinho, que ti nha havido um incêndio em casa do indiciado no qual o mesmo indiciado se havia queimado, pelo que mandasse achar ao Doutor dito Aurélio Dinis Gonsalves, afim de lhe as aplicações necessárias”.
A testemunha também relatou que o indicado lhe comentou, que na ocasião, estava lendo os autos de seu processo, e acabou por adormecer com a vela acessa. Acrescentando ao final de seu depoimento, que na ocasião que restituiu os autos indiciado, recomendou que este procurasse o advogado, o doutor Aguiar Barros.
Documento lavrado pelo escrivão, Joaquim de Oliveira Cézar, assinado pelo Juiz, Francisco José da Conceição, pelo Promotor Público da Comarca, Carlos Henrique de Aguiar Melchert, pela testemunha e pelo réu.