Cópia do edital onde citam os jurados para servir no tribunal. Uma relação de 48 nomes de homens é citada. O documento é datado de 22 de agosto de 1867 e consta as assinaturas de Domingos Jose Lopes Rodrigues, e Manoel Alves Lobo.
Relação de nomes citados, que serviriam como testemunhas. Acompanha intimações, bem como marcaram o julgamento para o dia 10 do mês de setembro.
Documento pelo o qual Bento Barreto do Amaral Gurgel, curador da ré Benedicta, convoca testemunhas para comparecerem ao julgamento como testemunhas da ré Benedicta.
Relação de documentos expondo publicações, autos conclusos, e recebimentos de anexos relacionados ao julgamento.
Documento onde consta o interrogatório final. Consta ainda o termo de leitura do processo, auto de acusação, inquérito de acusação, dedução da defesa, resumo da acusação e da defesa, termo de retirada do júri de sentença para a sala secreta, e termo de volta do júri de sentença a sala pública. O documento é datado de 10 de setembro de 1867, e consta a assinatura de Manoel Alves de Lobo, escrivão.
Declaração, dos oficias de justiça, alegando não ter havido contato entre os juízes no intervalo em que iam da sala secreta para a sala da Câmara. O documento é datado de 10 de setembro de 1867 e consta a assinatura de Maximiano Lopes da Silva e Salvador Roiz da Silva.
Relação de questionamentos sobre a ré Benedicta, e sobre o crime divididos entre questão e quesito. O documento é datado de 10 de setembro de 1867 e consta a assinatura de vários juízes no decorrer do documento, tendo como assinatura final a de Manoel Alves Lobo.
Oficio do carcereiro para o oficial de justiça avisar a ré Benedicta e seu curador para assistirem o julgamento. Consta anexo do carcereiro declarando ter cumprido a notificação. O documento é datado de 10 de setembro de 1867 e assinado por Manoel Alves Lobo, Teixeira de Gouvêa, e Antônio João Pires.
A série “Tribunal do Júri – Joaquim Grande” é constituída pelos documentos que formam o processo crime que tem como réu um homem escravizado de nome Joaquim, também conhecido como Joaquim Grande. Ele é acusado matar um homem, também escravizado, denominado Job, em 1876. Tal processo, para além do crime, tem anexados em seus autos, documentos remanescentes do processo de apagamento da história da escravidão, como escritura de compra e venda de escravizados e certidões de livros de matrícula de escravizados.
Juntamente com o quadro descritivo dos itens documentais (pdf), tem-se um texto um introdutório, que narra todo caso e processo contra o réu.
Autuação do auto de corpo de delito, que tem como réu judiciado o “Joaquim o grande, escravo de Fernando Paes de Barros”. Constam as seguintes informações no documento
“Ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1876, aos 16 de julho, nesta cidade da Constituição, em meu cartório, autuo o auto de corpo de delito que adiante se vê. Eu José Manoel da França, escrivão, o escrevi” (em transcrição livre).