Ata da sessão ordinária de 06 de janeiro de 1860, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Discutiram sobre o requerimento de Manoel Alves Lobo – escrivão das execuções criminais e do júri –, foi deferido, mandando pagar até onde desse a cota mencionada no orçamento municipal. Foi lido o parecer da comissão de contas, que examinando as contas do procurador da Câmara, achou as mesmas incorretas e a mesma ficou encarregada de dar seu parecer em uma representação que fez a Câmara o inspetor da estrada de Piracicaba a Brotas a respeito das divisas de ambos os municípios e que a Câmara convidasse a de Brotas para fazerem as divisas. Além disso a comissão também ficou encarregada de dar um parecer a respeito do requerimento do padre João José de Almeida, sendo este indeferido. Marcaram uma sessão extraordinária, mandaram passar um mandato a favor dos empregados da Câmara. Foram apresentadas as contas do coletor da cidade referente aos impostos das carnes verdes e águas ardentes dos meses de outubro, novembro e dezembro do ano anterior.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Melchior de Mello Castanho, José Antonio Gonçalves de Oliveira, Antonio Joaquim da Silveira, Filippe Xavier da Rocha e Joaquim Floriano Leite.
Ata da sessão extraordinária de 22 de janeiro de 1860, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. O presidente declarou que o motivo da sessão era para a Câmara assinar os artigos de posturas oferecidos por Leite Morais e um ofício que acompanhava outro do empresário da ponte sobre o rio Piracicaba, Capitão João Morato de Carvalho. Foi apresentado um requerimento dos alemães protestantes no qual pediam um terreno para edificarem um cemitério, pois não podiam ser enterrados no cemitério da cidade, foi o mesmo concedido. Foi apresentada uma conta corrente, referente a distribuição do dinheiro dos impostos das carnes verdes e subsídio literário dados a Câmara pela Assembleia Legislativa Provincial, e tal dinheiro iria ser aplicado nas obras do cemitério.
Documento lavrado pelo secretário e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Antonio Joaquim da Silveira, José Antonio Gonçalves de Oliveira, João Baptista Correia e Joaquim Floriano Leite.
Neste item consta a seguinte informação manuscrita: “Não houve Sessão hoje por falta de Membros para haver casa em consequência do que o Senhor Presidente ordenou a mim Secretário avisase aos Senhores Camaristas Suplentes Antonio Narciso Coelho, e José Antonio de Oliveira para amanhã às 09 horas da manhã o que satisfiz Constituição 9 de Abril de 1860 o Secretário Francisco Ferraz de Carvalho”.
Ata da sessão extraordinária de 22 de abril de 1860, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Manoel de Moraes de Barros tomou posse como delegado de polícia. Foi lido um ofício do vereador Antonio Joaquim da Silveira no qual comunicava não poder participar da sessão, o vereador Xavier da Rocha continuou multado devido sua ausência. O fiscal de Santa Bárbara passou a informação para o presidente que as estradas de sua responsabilidade estavam prontas, porém as estradas a cargo de José Coelho não estavam e então discutiram sobre. Foi lida uma circular do Governo Provincial no qual remetia um edital sobre o concurso para as cadeiras de primeiras letras para os sexos masculino e feminino, o mesmo foi publicado e fixado no local de costume. O vereador Coelho falou a respeito do terreno de Antonio, que teria sido tomado pelo indivíduo que comprou a casa de Cristovão, foi deliberado que o fiscal fosse até o local para tomar conhecimento. O procurador da Câmara apresentou as contas e a respectiva comissão ficou encarregada de dar seu parecer. O vereador Coelho propôs que fossem oferecidas ao contratante da ponte as pedras que estavam na rua que descia para o Porto. Leram uma portaria do Exmo. Presidente e um ofício da Câmara em resposta ao mesmo juntamente com documentos pedidos. Nomearam o vereador Floriano Leite como juiz comissário das medições. Discutiram sobre as cabeceiras de pedras da ponte sobre o rio Piracicaba e das marcações da mesma. O vereador Floriano Leite disse que não iria mais discutir assuntos a respeito da ponte sobre o rio Piracicaba e que não queria ter responsabilidades acerca da tal. Deliberaram que a Câmara pedisse ao secretário do Governo o desenho da ponte sobre o rio Piracicaba. Discutiram também sobre o alinhamento da rua que descia para o Porto.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Innocêncio de Paula Eduardo, José Antonio Gonçalves de Oliveira e Joaquim Floriano Leite.
Ata da sessão extraordinária de 06 de maio de 1860, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. O presidente disse que o motivo da sessão era para discutirem a respeito do parecer da comissão sobre as contas do procurador, foi lido um ofício feito pela Câmara e que seria remetido ao Presidente da Província, no qual dava as felicitações pela nomeação e posse. Leram o parecer da comissão sobre as contas do procurador e discutiram sobre as multas. O vereador Floriano Leite propôs a demissão do procurador devido as contas estarem inexatas por negligência do mesmo e assim foi deliberado. Nomearam Joaquim Leite de Cerqueira como procurador e o capitão João Morato de Carvalho como fiador. Foi lido um ofício do vereador Antonio Narciso Coelho no qual comunicava não poder ter comparecido na sessão por motivos de saúde.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Antonio Joaquim da Silveira, José Antonio Gonçalves de Oliveira, Innocêncio de Paula Eduardo, João Baptista Correia e Joaquim Floriano Leite.
Ata da sessão ordinária de 13 de outubro de 1860, às 9 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Discutiram a ata de reunião antecedente a qual foi aprovada. Foi apresentado um requerimento de Pedro Ferraz de Arruda ex-procurador da Câmara, no qual comprovava não dever a quantia de 107:500 réis, foi resolvido criar uma Comissão para o dar parecer. Também foi lido outro requerimento de José Antunes Figueira, pedindo que retirassem as pedras da escavação da rua que estava em seu terreno. As rendas do Coletor de Rendas e as despesas dos Inspetores Provinciais das Carnes Verdes e Subsídios de Aguardente foram apresentadas. A Comissão de Obras Públicas deu seu parecer em relação ao ofício de Joaquim Dias. O presidente propôs a demissão do Arruador por não cumprir com suas obrigações, a propositura foi aprovada e foi nomeado Joaquim José Machado como o novo Arruador. Foi ordenado passar mandado em favor dos Empregados da Câmara.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Antonio Joaquim da Silveira, Innocêncio de Paula Eduardo e Joaquim Floriano Leite.
Ata da sessão ordinária de 10 de janeiro de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Abrindo a sessão foi lida a ata antecedente a qual foi aprovada. O vereador Doria indicou que havia licença para se retirar as pedras na rua Direita. Foi lido um requerimento de Francisco Coelho Barbosa pedindo prorrogação do prazo para desmanchar a ponte velha, alegando a estação chuvosa. Também foi lido um requerimento de Luiz Antonio Soares, porteiro da Câmara, pedindo o aumento do seu ordenado, assim foi feito. Por fim, foi proposto a demissão do Fiscal da Freguesia de Santa Bárbara por omissão em suas obrigações.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, José Wenceslau de Almeida Cunha, Manoel Alves de Oliveira Doria, Augusto César de Oliveira, Innocêncio de Paula Eduardo.
Ata da sessão extraordinária de 17 de fevereiro de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lida a ata antecedente a qual foi aprovada. Foi apresentado um requerimento do empresário da ponte do rio Piracicaba o qual pedia a última prestação do seu contrato. Foram lidas duas Circulares do Governo Provincial, uma nomeando substitutos do Juiz da Comarca e outra pedindo cópia da Ata de Eleições Primárias. Por fim, foi lido um requerimento do contratante do Matadouro, Francisco Coelho Barbosa, pedindo a substituição de algumas madeiras que estavam no plano de obras.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Augusto César de Oliveira e Innocêncio de Paula Eduardo.
Ata da sessão extraordinária de 24 de fevereiro de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lida a ata antecedente a qual foi aprovada. Foi lido um ofício remetendo as Atas das Eleições Primárias como determinou o Governo Provincial em circular de 9 de fevereiro. O vereador Lemos pediu para se ordenar o Fiscal, o quanto antes, para mandar consertar as pontes e fazer aterros na Rua do Porto que ficou deteriorada com as grandes enchentes, ficando adiado as obras por estar os cofres vazios. O presidente deliberou que a Câmara fizesse uma Representação a respeito do ex-vigário José Gomes Pereira, para que não fosse dada a Igreja pelo motivo de suas faltas.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, José de Almeida Leite Ribeiro, Augusto César de Oliveira, Innocêncio de Paula Eduardo e Antonio Correa de Lemos.
Ata da sessão de 2 de abril de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lida a ata anterior a qual foi aprovada. Foi apresentado um ofício do Fiscal em que dizia que os escravos de Vicente de Sousa Queiroz estavam fazendo um valo dentro do Rocio. O vereador Leite de Morais deliberou que se nomeasse uma Comissão para examinar se as pedras da pedreira do Sítio Monte Alegre podiam prestar para o calçamento. O vereador Leite Morais também indicou que se oficiasse os proprietários que cercaram algumas ruas (com o consentimento da Câmara) que as abrissem no prazo de 60 dias. Foi pedido, por Leite Morais que se pedisse dinheiro ao Governo provincial para a abertura de uma estrada até a Vila de Pirapora. Vereador Doria pediu para que se fosse nomeada uma Comissão para rever o Código de Posturas. Indicou, Augusto César, que se achava uma casa de pau-a-pique na rua da Quitanda e que se intimasse o proprietário para que construísse um muro conforme o Artigo de Posturas. O presidente pediu o fim da sessão, pois seu administrador tinha se ausentado de seu sítio, entretanto, os vereadores entraram em discussão e deliberaram continuar a reunião, assumindo a presidência o vereador Antonio Correa de Lemos.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Antonio Correa de Lemos, Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais, José de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira.