Ata da sessão de 11 de outubro de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lida uma petição de Luiz Antonio Soares, pedindo prazo maior para cercar sua Carta de Data ou edificar uma casa, entrando o pedido em discussão. Foram assinados os atestados requeridos por Manoel de Moraes Barros e pelo vigário. Foi lido um requerimento do fiscal suplente Francisco de Paula e Silva em que pedia demissão, sendo nomeado em seu lugar Joaquim Dias de Almeida. Oliveira Leme indicou que a Matriz estava em estado deplorável e, portanto, que se fizesse Artigos de Posturas lançando uma contribuição sobre cada arroba de café e açúcar exportada do município e que esses rendimentos fossem usados no conserto da Matriz. O presidente declarou que estava sendo colocado o pórtico no cemitério e que, portanto, deveria ter em seus lados estátuas de louça, sendo deliberado encomendá-las do Rio de Janeiro. Foi indicado, por Oliveira Leme, que se plantasse árvores na beira do rio grande e no pátio da Matriz, sendo a indicação aceita. Foi encarregado, Miguel Arcanjo Benicio Dutra para a plantação das árvores ao redor da Matriz.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Afonso Agostinho Gentil de Andrade, João Baptista de Campos Pinto, Antonio Correa de Lemos e Joaquim Antonio de Oliveira Leme.
Ata da reunião de 11 de novembro de 1829, onde foi emitido parecer da comissão encarregada de examinar as divisas da Vila da Constituição com a de Porto Feliz, apresentada por essa segunda edilidade, a Câmara resolveu não aceitar tais divisas por não ser de interesse da localidade e de ser de prejuízo aos moradores. Na mesma sessão foram apresentados os artigos de posturas resolvidos pela Câmara após discussão.
Documento registrado e escrito pelo secretário Padre Joze Maria de Oliveira e assinado por Roza, Negreiros, Silva, Barros Ferraz, Fiuza, Correa e Canto.
Sessão do dia 11 de novembro de 1837, sob presidência de José Alvares de Castro. Em sessão resolveram não pagar aluguel ao proprietário da casa que serviu como cadeia, discutiram sobre o parecer do senhor Garcia e que o prefeito informe o andamento do novo cemitério. O vereador Ignácio José de Siqueira indicou que não se devia mais enterrar corpos dentro da igreja, porque existia uma lei que proíbia tal ato. Foi deliberado e aprovado ao reverendo vigário que não mais permita o enterro de corpos dentro da igreja, e indicou que ao falecer sacerdotes que sejam esses enterrados dentro. Finalizaram proibindo que coloquem madeiras, cercas e demais materiais de construção no meio das ruas, a construção da nova cadeia e um ofício do Presidente da província pedindo uma corneta.
Documento redigido pelo secretário Francisco José Machado e assinado por: José Alvares de Castro, Ignácio José de Siqueira, João Carlos da Cunha, Teotonio José de Mello e Manoel da Rocha Garcia.
Na sessão, durante o Expediente, a ata registra que o 1º orador da sessão foi o vereador Elias Jorge, que “manifestou-se contrário sobre campanha existente na cidade para que seja dado um dia de salário, vencimento ou remuneração, ao governo, a fim de saldar dívidas provenientes do movimento revolucionário ocorrido há pouco no país, isto porque, acentuou sua senhoria, não resolveria a situação, a menos que tal campanha se processasse entre os integrantes das altas esferas comerciais e industriais do país, nas classes mais favorecidas e muito especialmente evitando-se a sonegação de impostos, e não procurando subtrair daqueles que mal ganham para o indispensável”.
Registra a ata que, na Ordem do Dia, “entra em discussão única, o teor do manifesto redigido por Comissão Especial de Vereadores, sobre apoio às reformas de base, dentro de um espírito de justiça e cristianismo. Manifesta-se favorável o vereador Milton de Camargo e o vereador Elias Jorge disse que a proposição vinha de encontro àqueles ideais que vinha pregado desde as primeiras sessões desta Câmara, e que afirmavam a necessidade de uma tomada de posição contra os desmandos do nosso governo anterior e a manifestação da Casa viria demonstrar que Piracicaba está de pé e luta pela vitória de seu idealismo democrático e cristão”.
LIVRO DE ATAS – 1964 - [FL. 29V-31]
Na sessão, durante o Expediente, a ata registra que o 8º orador da sessão, vereador Newton da Silva “teceu comentários sobre a necessidade da realização das eleições diretas para a Presidência do país. Afirmou que ele votara para presidente somente uma vez em toda sua vida e que desejava agora que seus filhos pudessem livremente eleger o próximo presidente brasileiro. Citou frase do autor da emenda pró-diretas, Dante de Oliveira, quando o mesmo afirmara que ‘somos brasileiros para votar para vereadores, deputados e senadores, mas não somos brasileiros para votarmos para presidente do Brasil’. Em seguida, relembrou os idos de 1964, quando fora injustamente preso, tendo permanecido por nove dias sem comer. Criticou as autoridades da época, em especial o delegado regional de polícia local, que, arbitrariamente, fora o causador daquela prisão. Finalizou suas palavras dizendo ter certeza de que o Brasil encontraria agora seu real caminho democrático”.
LIVRO DE ATAS – 1984 - [FL. 36V]
Ata da reunião ordinária de 12 de janeiro de 1830, na qual o “Sr. Elias” (vereador Elias de Almeida Prado) discute sobre a “necessidade de se marcar um lugar para o corte de carne verde, a fim de evitar algum prejuízo que causa ao público não se saber onde se mata rês (1) ” (em transcrição livre).
*Rês: qualquer animal cuja carne é utilizada para alimentação humana
Ata da reunião de12 de Janeiro de 1830. Parecer da comissão permanente sobre os dízimos e extratos das sessões. Na mesma sessão, propôs o senhor Elias sobre a necessidade de se marcar um lugar para o corte de carne verde. Documento registrado pelo secretário Padre Joze Maria de Oliveira e assinado por: Silva, Fiuza, Castro, Prado, Georgel, Lima.
Ata da reunião de 12 de janeiro de 1831, onde foi apreciado ofício da Câmara de São Carlos mostrando oposição quanto a divisa com esta Vila que foi deliberada pelo Conselho. Proposta do presidente que se ative o Fiscal para o inteiro cumprimento do artigo nove das Posturas relativo a extinção das formigas.
Documento registrado e escrito pelo Secretario Francisco Florencio do Amaral e assinado por Roza, Oliveira, Passos, Botelho, Fiuza, Silva e Castro.
Ata da reunião de 12 de janeiro de 1832, onde tratou-se sobre: ofícios sobre o relatório emitido pelo Fiscal da Vila acerca da avaliação dos ranchos cuja o mesmo nada tem a dizer, arrematação do Estanque, conserto de ruas, remoção de formigas, aproveitamento das madeiras da Ponte Velha, conserto das estradas no Rocio. Todo o parecer foi aprovado.
Documento escrito pelo secretário Franciso Florencio do Amaral e assinado por: Roza, Prado, Oliveira, Castro e Silva.
Ata da reunião de 12 de janeiro de 1833, onde tratou-se sobre: um requerimento de Francisco Jose Machado foi lido, pedindo que a Câmara lhe atestasse o que se passou na sessão passada entre o senhor presidente e ele como vereador.
O senhor Fiuza deu-se por suspeito e deixou a cadeira.
O senhor Morais ficou de apresentar o plano da nova cadeia na sessão de trinta.
Várias cartas foram assinadas e requerimentos.
Documento escrito por Francisco Florencio do Amaral, e assinado por Fiuza, Oliveira, Toledo, Prado, Morais e Silva.