Ata da sessão extraordinária do dia 11 de janeiro de 1847, sob presidência de Elias de Almeida Prado. Em sessão, iniciaram lendo um ofício do fiscal acerca do valo que João Morato fez na beira do Rio Piacicaba. Discutiram sobre isso. Aprovaram as contas do procurador da Câmara por estarem nos conformes, pagaram o arrematante da cadeia e fizeram orçamento de rendas.
Documento redigido pelo secretário Amâncio Gomes Ramalho e assinado por: Elias de Almeida Prado, Melchior de Melo Castanho, Ignácio de Vasconcelos Cunha Caldeira, João da Cunha Raposo, Antônio Ferraz de Arruda e Theotonio José de Melo.
Ata da sessão ordinária do dia 11 de janeiro de 1848, sob presidência de Elias de Almeida Prado. Em sessão leram um ofício do ex fiscal José Roiz Leite pedindo que a câmara mande pagar a quantia de $2000 a Francisco de Paula Eduardo pelo concerto do arrombamento da cadeia, no tempo em que foi fiscal, discutiram sobre isso. Leram três requerimentos pedindo carta de data e suspenderam a sessão.
Documento redigido pelo secretário Amâncio Gomes Ramalho e assinado por: Elias de Almeida Prado, Antônio Ferraz de Arruda, João da Cunha Raposo, Theodoro Zeferino Machado e João Francisco de Oliveira Leme.
Ata da sessão ordinária do dia 11 de janeiro de 1849, sob presidência de Domingos José Lopes Roiz. Em sessão leram um ofício do procurador da câmara sobre o ex procurador. O Sr. Fiuza ponderou que deveriam levar ao conhecimento do presidente da Província sobre a execução do e procurador, se as despesas da execução deveriam ser feitas pelo cofre ou pelos vereadores. Discutiram sobre contratar um indivíduo para retirar os formigueiros. O presidente propôs que era necessário obrigar as pessoas que vão enterrar corpos, a primeiro mandarem dar um dobre de sino, cuja obrigação é do sacristão. Seguiram lendo um ofício do inspetor João Ferreira Alves pedindo demissão. Discutiram sobre a ponte, e leram os artigos de postura.
Documento redigido pelo secretário Amâncio Gomes Ramalho e assinado por: Domingos José Lopes Róis, Francisco Ferraz de Carvalho, Caetano da Silva Barros, Salvador de Ramos Correa, Francisco Ferreira Alves, e Francisco Pereira de Aguiar.
Ata da reunião ordinária de 11 de janeiro de 1849, na qual, em sessão, “a comissão encarregada de apresentar os artigos de posturas sobre os carros e carretões, animais, lugar do matadouro”, propôs os seguintes dispositivos:
“Art. 2º Nenhuma pessoa poderá matar rezes (1) no 4º desta Vila, senão no lugar da forca, e para isso chamará o fiscal para ver se as rezes estão em termo de serem mortas.
Art. 3º O fiscal fará lançamento das rezes que forem mortas no talho” (em transcrição livre).
Quanto ao “lugar da forca”, segundo Leandro Guerrini, trata-se do pátio da forca, então convertido em matadouro. O pátio da forca possivelmente situava-se entre as atuais ruas Moraes Barros e XV de Novembro, com margem para o Itapeva (atual Avenida Armando de Salles Oliveira).
*Rês: qualquer animal cuja carne é utilizada para alimentação humana
Ata da sessão ordinária do dia 11 de janeiro de 1851, sob presidência de Domingos José Lopes Roiz. Em sessão o procurador da Câmara consultou se deveria pagar às custas da penhora de Fructuoso José Coelho, visto que os oficiais de justiça fizeram penhora em esteios, e deliberaram consultar outro advogado. Discutiram sobre o requerimento da inspeção na cadeia, o Sr. Ferraz apresentou um artigo de posturas sobre as testadas das casas e terrenos. Finalizaram discutindo sobre o requerimento de Rangel Maia acerca de custas vencidas em júri.
Documento redigido pelo secretário Amâncio Gomes Ramalho e assinado por: Domingos José Lopes Roiz, Francisco Ferraz de Carvalho, Antônio Fiuza de Almeida, Joaquim Roiz Cesar, Francisco Ferreira Alves e Francisco Pereira de Aguiar.
Ata da sessão ordinária do dia 11 de janeiro de 1853, sob presidência de Pedro Augusto da Silveira. Em sessão indicou o Sr. Ferraz que tendo dinheiro sobrando, deveriam comprar madeira para proceder com a construção do arranjo do corredor da igreja. Indicaram que João Morato de Carvalho, encarregado do concerto da ponte do Rio Piracicaba, era necessário nomear uma comissão para ver se estava nos conformes. Foi apresentada uma denúncia que Fructuoso José Coelho vendia água ardente sem licença, deliberaram avisar o fiscal. Discutiram sobre propostas e carta de datas.
Documento redigido pelo secretário Joaquim Correa de Assunção e assinado por: Pedro Augusto da Silveira, José Wenceslau de Almeida Carvalho, Francisco Ferraz de Carvalho, Gabriel de Godoi Moreira, e João José da Conceição.
Ata da sessão ordinária do dia 11 de janeiro de 1855, sob presidência de Pedro Augusto da Silveira. Em sessão a comissão de contas e demais papeis apresentou seu parecer sobre o oficio do procurador da Câmara acompanhando a relação dos multados, deliberando que seja cobrada o quanto antes. O vereador Oliveira denunciou o carcereiro a respeito do mesmo não pagar de forma correta os carreiros de carreto. Indicaram multar o fiscal e leram seu oficio a respeito de caminhos particulares abandonados pelos proprietários. Expuseram a necessidade de encarregar uma pessoa para abrir as picadas desta Vila para Limeira e Rio Claro. O reverendo vigário pediu socorros pecuniários para pagamento de concertos sobre a matriz e discutiram sobre isso.
Documento redigido pelo secretário Joaquim Correia de Assunção e assinado por: Pedro Augusto da Silveira, Francisco Ferraz de Carvalho, Gabriel de Godoi Moreira, Joaquim José de Oliveira, Antônio Franco do Amaral, e José Leite Ferraz de Arruda.
Ata da sessão ordinária do dia 11 de janeiro de 1857, sob presidência de João Morato de Carvalho. Em sessão o presidente da Câmara chamou o Dr. Felipe Xavier da Rocha para prestar juramento e tomar posse, e assim foi deliberado, o mesmo estando na antessala compareceu, prestou juramento e tomou posse. Leram um oficio do fabriqueiro da igreja Matriz e foi deliberado que remetesse o oficio a assembleia provincial juntamente das contas da Câmara. Discutiram sobre a demissão do fiscal que não fora aprovada. O vereador Melo Castanho discutiu sobre reverem o estado de ruinas sob a ponte do Rio Piracicaba. O vereador Melchior indicou que o proprietário do engenho de serra, o Alemão, pedia que fosse consertada uma ponte que existe na rua por onde passa a água que toca sua máquina. O Alemão boticário compareceu chamado perante a Câmara para apresentar seu título que lhe conceda habilitação para exercer sua profissão, após discutirem o vereador Dr. Felipe alegou que ele não era boticário, que apenas tinha algumas pequenas drogas de substancias não venenosas. A vista disso a Câmara não deliberou a respeito, mandando o mesmo ir em paz. O presidente alegou que o juiz municipal e órfãos da cidade havia mandado pegar meninos e dava-os de soldada a quem os pedia, discutiram sobre isso.
Documento redigido pelo secretário interino e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Melchior de Melo Castanho, João Manoel de Aguiar, Antônio Joaquim da Silveira, Joaquim Antônio Fernandes, Manoel Barbosa Pires, e Felipe Xavier da Rocha.
Sessão ordinária de 11 de janeiro de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lida a ata anterior a qual foi aprovada. Foi apresentada a conta do Coletor dessa cidade, dos Rendimentos e Despesas Provincial de Impostos de Águas Ardentes, Carnes Verdes e Subsídios Literários. Foi lido um requerimento do Juiz de Direito e outro do Promotor Carlos de Aguiar Melcher, pedindo quantias de 22:700 e 40:700, respectivamente, sendo ambos indeferidos pelo motivo da cota destinada a este fim estar esgotada.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, José Wenceslau de Almeida Cunha, José de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria, Augusto César de Oliveira e Antonio Correa de Lemos.
Ata da reunião ordinária de 11 de janeiro de 1865, sob presidência de Prudente José de Moraes Barros, na qual é citada a necessidade de se fazer uma cerca de tábua de guarantã na Casa do Matadouro.
(1) Guarantã é uma árvore da família das rutáceas, com madeira nobre, muito resistente à umidade, folhas oblongas, flores pequenas e brancas, em panículas, e cápsulas com cinco lóculos e duas sementes cinzentas, nativa do Brasil, e também como planta ornamental.