Ata da sessão ordinária de 10 de janeiro de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Abrindo a sessão foi lida a ata antecedente a qual foi aprovada. O vereador Doria indicou que havia licença para se retirar as pedras na rua Direita. Foi lido um requerimento de Francisco Coelho Barbosa pedindo prorrogação do prazo para desmanchar a ponte velha, alegando a estação chuvosa. Também foi lido um requerimento de Luiz Antonio Soares, porteiro da Câmara, pedindo o aumento do seu ordenado, assim foi feito. Por fim, foi proposto a demissão do Fiscal da Freguesia de Santa Bárbara por omissão em suas obrigações.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, José Wenceslau de Almeida Cunha, Manoel Alves de Oliveira Doria, Augusto César de Oliveira, Innocêncio de Paula Eduardo.
Ata da sessão extraordinária de 17 de fevereiro de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lida a ata antecedente a qual foi aprovada. Foi apresentado um requerimento do empresário da ponte do rio Piracicaba o qual pedia a última prestação do seu contrato. Foram lidas duas Circulares do Governo Provincial, uma nomeando substitutos do Juiz da Comarca e outra pedindo cópia da Ata de Eleições Primárias. Por fim, foi lido um requerimento do contratante do Matadouro, Francisco Coelho Barbosa, pedindo a substituição de algumas madeiras que estavam no plano de obras.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Augusto César de Oliveira e Innocêncio de Paula Eduardo.
Ata da sessão extraordinária de 24 de fevereiro de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lida a ata antecedente a qual foi aprovada. Foi lido um ofício remetendo as Atas das Eleições Primárias como determinou o Governo Provincial em circular de 9 de fevereiro. O vereador Lemos pediu para se ordenar o Fiscal, o quanto antes, para mandar consertar as pontes e fazer aterros na Rua do Porto que ficou deteriorada com as grandes enchentes, ficando adiado as obras por estar os cofres vazios. O presidente deliberou que a Câmara fizesse uma Representação a respeito do ex-vigário José Gomes Pereira, para que não fosse dada a Igreja pelo motivo de suas faltas.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, José de Almeida Leite Ribeiro, Augusto César de Oliveira, Innocêncio de Paula Eduardo e Antonio Correa de Lemos.
Ata da sessão de 2 de abril de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi lida a ata anterior a qual foi aprovada. Foi apresentado um ofício do Fiscal em que dizia que os escravos de Vicente de Sousa Queiroz estavam fazendo um valo dentro do Rocio. O vereador Leite de Morais deliberou que se nomeasse uma Comissão para examinar se as pedras da pedreira do Sítio Monte Alegre podiam prestar para o calçamento. O vereador Leite Morais também indicou que se oficiasse os proprietários que cercaram algumas ruas (com o consentimento da Câmara) que as abrissem no prazo de 60 dias. Foi pedido, por Leite Morais que se pedisse dinheiro ao Governo provincial para a abertura de uma estrada até a Vila de Pirapora. Vereador Doria pediu para que se fosse nomeada uma Comissão para rever o Código de Posturas. Indicou, Augusto César, que se achava uma casa de pau-a-pique na rua da Quitanda e que se intimasse o proprietário para que construísse um muro conforme o Artigo de Posturas. O presidente pediu o fim da sessão, pois seu administrador tinha se ausentado de seu sítio, entretanto, os vereadores entraram em discussão e deliberaram continuar a reunião, assumindo a presidência o vereador Antonio Correa de Lemos.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Antonio Correa de Lemos, Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais, José de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira.
Ata da sessão ordinária de 5 de abril de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Correa Lemos. Foi apresentado, pela Comissão de Contas, o parecer a respeito de um requerimento de Pedro Ferraz de Arruda em que pede recibo da quantia de 49:000 réis. Foi lido um requerimento de Francisco Coelho Barbosa, pedindo prazo maior para dar conta da obra do Matadouro. Foi apresentado um requerimento de Francisco Franco de Lima, em que pedia faculdade (o que significa “autorização” neste contexto) para fazer a estrada até a Freguesia de Santa Bárbara. Foi lido um requerimento de José Leme Bicudo, em que pedia para abrir um caminho até a capela de Serra Negra. Vereador Leite Morais indicou que se autorizasse a elaboração de um orçamento de despesas a respeito da abertura de uma rua além do rio Piracicaba. A Comissão de Contas examinou e deu parecer ao requerimento de Manoel Alves Lobo. Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz Carvalho e assinado pelos vereadores Antonio Correa de Lemos, Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais, José de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria, Augusto César de Oliveira.
Ata da sessão ordinária de 6 de abril de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência de Correa Lemos. Foi requerida uma segunda leitura da ata na parte que dizia a respeito do requerimento de Francisco Coelho Barbosa. Foi lido o requerimento de Luiz Antonio Soares, em que pedia o pagamento de 4:500 réis de meias-custas vencidas. A Comissão de Obras deu parecer sobre o requerimento de Francisco Coelho em que pedia novo prazo para conduzir as madeiras ao Matadouro. Foi apresentado, pela referida Comissão, um parecer a respeito do requerimento de Antonio Teixeira de Escobar e outro parecer a respeito do requerimento de José Leme Bicudo. A Comissão deu seu parecer ao requerimento de Manoel Pereira Aguiar sobre o Matadouro. A Comissão de Obras Públicas apresentou parecer a respeito da indicação do camarista Leite Morais, acerca do tema do calçamento e nivelamento das ruas. Foi dado o parecer da Comissão de Papéis a respeito do valo que estava fazendo Vicente de Souza Queiroz dentro do rocio. Foi indicado pelo vereador Doria que se oficiasse ao Governo pedindo dinheiro para a construção da ponte do rio Corumbataí na estrada antiga de Cuiabá, entrando o tema em discussão e votação.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Antonio Correa de Lemos, José de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira
Ata da sessão ordinária de 2 de julho de 1861, às 10 horas da manhã, sob presidência do vereador Mattos. Foi exigido por Ramos Correa a leitura do ofício de Leite Morais em que comunicava o motivo de sua ausência. Foi lido os requerimentos dos professores públicos de latim e francês, de Primeira Cadeira para Instrução Primária e do professor de Segunda Cadeira para a Instrução Primária, em que pediam atestado de desempenho e informações sobre o número de matriculados e da assiduidade dos alunos. Foi lido outro requerimento do Vigário Joaquim Cipriano de Camargo pedindo atestado. Foi apresentado um requerimento de Manoel de Moraes Barros, Juiz Municipal e órfãos desta cidade, pedindo atestado se estava em exercício no primeiro trimestre. Foi explanado que havia na cadeia dois presos pobres, José Luiz da Silva e Mariano Correa, que precisavam ser alimentados com a cota destinada para os presos pobres. Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores José Bento de Mattos, Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Manoel Alves de Oliveira Doria, Antonio Correa de Lemos e Augusto César de Oliveira.
Ata da sessão ordinária de 6 de julho de 1861, às 09 horas da manhã, sob presidência do vereador Mattos. Foi declarado por Ramos Correa, membro da Comissão de Papéis, que não tivera tempo de concluir seu parecer a respeito da Portaria do presidente da Província, portanto, apresentava apenas um esboço. Foi lido um requerimento de Carlos Melcher, pedindo o pagamento de custas. O presidente deliberou que tendo a Câmara ordenado a abertura das ruas, a mesma ordem fosse adiada, por falta de verbas. Vereador Doria destacou que achava inconveniente proprietários terem fechado as ruas para conservar os seus terrenos e que era necessário mandar abri-las, o tema foi discutido. Foi passado mandado a favor dos empregados.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Jose Bento de Mattos, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Augusto César de Oliveira, Antonio Correa de Lemos e Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais.
Ata da sessão ordinária de 13 de outubro de 1861, às 10 horas da manhã, sob presidência do vereador Mattos. Foi dado parecer pela Comissão de Contas a respeito do requerimento de Antonio Augusto de Oliveira César, Contador do Juízo. Ramos Correa, indicou que se oficiasse ao presidente da Província sobre o estado em que se encontrava a ponte sobre o rio Piracicamirim e que se pedisse um auxílio pecuniário para ela. Foi dado parecer a respeito da Circular datada de 17 de setembro de 1861. Foi mandado lavrar editais para o conhecimento do público e editais pondo em praça os Direitos da Câmara.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Afonso Agostinho Gentil de Andrade, Augusto César de Oliveira e Antonio Correa de Lemos.
Ata da sessão extraordinária do dia 9 de março de 1862, às 09 horas da manhã, sob presidência de Ramos Correa. Foi declarado que o motivo da reunião era para mandar publicar editais marcando quais as armas proibidas e quais permitidas, sendo que as proibidas estavam mencionadas no Artigo 3º da Lei de 26 de outubro de 1831 (1). Foi lida uma Representação de Antonio Alves de Oliveira, Inspetor de Quarteirão, em que pedia providências acerca do estado de ruína da estrada do Picadão Velho. Foi apresentado um ofício de Francisco Franco de Lima, Inspetor da Estrada para Campinas, dando parte ter caído alguns lanços da ponte da mencionada estrada. Foi dito, pelo presidente, que a ponte do Morro Grande pertence a Nação e, entrando em discussão, ficou a cargo do presidente oficiar o Governo. Foi lido um ofício do Inspetor das Aulas Públicas de Primeiras Letras em que dava as informações exigidas pela Câmara. Foi lido e respondido um ofício da Tesouraria. Foi apresentado um requerimento de Miguel Arcanjo Benicio, zelador da Igreja da Boa Morte, em que pedia providências para aquela rua. Augusto César deliberou que o Procurador não cumpria com seus deveres e, portanto, pedia a sua demissão, entrando o assunto em discussão e em votação. Vereador Leite Morais fundamentou seu voto a respeito da demissão do Procurador.
Documento lavrado pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado pelos vereadores Salvador de Ramos Correa, Jose Wenceslau de Almeida Cunha, Jose de Almeida Leite Ribeiro, Doutor Joaquim de Almeida Leite Morais, Manoel Alves de Oliveira Doria e Augusto César de Oliveira.
(1) O uso, sem licença, de pistolas, bacamarte, faca de ponta, punhal, sovelas, ou qualquer outro instrumento perfurante, será punido com a pena de prisão com trabalho, por um a seis meses, duplicando-se na reincidência, e ficando em vigor a disposição do Código, quanto ás armas proibidas.