A edição traz, na capa, em destaque, na parte superior, a manchete intitulada “Os jardins de Salgot (No Mirante só ruínas...)”, acompanhada de uma imagem, de 1960, que retrata o estado de abandono que se encontrava o Parque do Mirante antes das reformas realizadas pelo sr. Francisco Salgot Castillon, durante seu primeiro mandato como prefeito. A edição traz, ainda, nas páginas 3 e 4, uma matéria, intitulada “Os jardins de Salgot Castillon”, assinada por Cecílio Elias Netto. Essa matéria ressalta a grande quantidade de obras e realizações feitas pelo sr. Francisco Salgot Castillon durante seu primeiro mandato como prefeito de Piracicaba, de 1960 a 1962. A publicação destaca vários locais do município que passaram pela intervenção da gestão do sr. Salgot. Os textos referentes a esses locais são acompanhados por fotos dessas referidas localidades datadas de 1960. Destacam-se, da matéria, os seguintes trechos: “Um dos grandes equívocos da política piracicabana está na análise que vem sendo feita (...) em torno de Luciano Guidotti (1956/59 e 1964/67) e Francisco Salgot Castillon (1960/62 e 1969) (...). Na realidade, deve-se creditar, a Luciano Guidotti, o início de uma ‘revolução urbana’ em Piracicaba (...). Dentro de um contexto em que se conjugaram muitos fatores favoráveis, Luciano Guidotti imprimiu o início da modernização de Piracicaba. Em contrapartida, a Francisco Salgot Castillon tem sido atribuída a ‘revolução rural’, com os grandes benefícios que, em sua administração, foram levados à zona rural (...). Não tem havido, porém, justiça, em nosso entender, à administração de Francisco Salgot Castillon que, em prazo de tempo muito menor (...) transformou Piracicaba num verdadeiro canteiro de obras. (...). O novo Mirante: (...). Em 1960, quando Salgot Castillon assumiu a Prefeitura, o belíssimo local estava praticamente abandonado, quase que em ruínas. A reconstrução do Mirante deu margem a muitas críticas que, no entanto, foram silenciadas quando a obra foi entregue à população. Arborização da Armando Salles: O ajardinamento (...) coube a Francisco Salgot Castillon que, aproveitando-se dos canteiros centrais e dos espaços laterais, procedeu ao plantio de árvores e dos gramados. Jardim do cemitério: (...) o reservatório – que abasteceu Dois Córregos, Piracicamirim, Pauliceia, etc. – construído por Salgot Castillon. O ajardinamento da praça também foi realizado na administração ‘salgosista’, com bancos de granito e espelho d’água. O ‘Alfredo Cardoso’: A instalação e construção do então Grupo Escolar ‘Dr. Alfredo Cardoso’, na Cidade Alta, foram comemoradas com entusiasmo à época. O ‘Dr. Prudente’: Quando (...) se construiu o então Grupo Escolar ‘Dr. Prudente’, a Cidade Jardim já era um cartão-de-visitas de Piracicaba. No entanto, nos terrenos baldios pastavam vacas, por ele andavam animais soltos, etc. As fotos mostram como era o local, ao lado do ‘Dr. Prudente’ e como passou a ser, depois que o prefeito Salgot Castillon se propôs a ajardinar também a área. Praça Mello Moraes: Nas proximidades da E.S.A. ‘Luiz de Queiroz’, foi construído o então Grupo Escolar ‘José de Mello Moraes’ (...). A Praça José de Mello Moraes foi construída, também, em 1960, chamando a atenção o chafariz que era uma das marcas registradas dos ajardinamentos de Salgot”. À parte o conteúdo referente ao sr. Francisco Salgot Castillon, o jornal trazia referências a outros assuntos. Na página 4, na parte inferior da folha, há um anúncio referente ao famoso livro, escrito por Cecílio Elias Netto, “Arco, Tarco, Verva”, que é um dicionário do dialeto caipiracicabano. Na página 5, na parte superior da folha, há uma seção chamada “Anais da Câmara”, que traz um texto intitulado “Correio a domicílio”, de autoria de Guilherme Vitti. Esse texto aborda dois assuntos que constam nos arquivos da Câmara Municipal: a instalação do sistema de correio domiciliar em Piracicaba e a obrigatoriedade do uso de “fardamento” pelos “empregados municipais”. Usando como base os documentos do acervo histórico da Câmara, o professor Guilherme Vitti publicava artigos que davam visibilidade a esses documentos. Esse ato de jogar luz na importante documentação da Casa pode ser considerado um dos momentos precursores da série “Achados do Arquivo”. Na página 9 há uma grande matéria, escrita por Beatriz Elias e intitulada “Palacete Boyes: ‘a beleza e a perfeição das coisas antigas’”. Quando da publicação dessa edição, faltavam algumas semanas para as eleições municipais, então, nas páginas 5 e 6 há propagandas de três candidatos a vereador: Carlos Roberto Hoppe Fortinguerra, à época ocupante de uma cadeira na Câmara; Bebeto; e Toninho Faganello, na época já tendo cumprido um mandato, no período 1977-1983, e que, oito anos depois, em 2000, seria eleito para um segundo mandato, na legislatura 2001-2004. A edição traz ainda demais artigos e anúncios comerciais.