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2º Testemunha – Francisca Maria Augusta
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1882-14 · Item · 24 de outubro 1881
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Inquirição da testemunha, Francisca Maria Augusta. Tem-se as seguintes informações sobre ela (qualificação): Francisca Maria Augusta, 20 anos de idade, casada, natural de Tatuí e residente nesta cidade.

Ao ser inquirida, a testemunha relatou que: “(...) no dia 24 do corrente, as seis horas da manhã a sua alugada* Leocadia dirigiu-se para baixo da casa buscar lenha para trazer para a cozinha, que dali a pouco ela testemunha que se achava na porta da rua ouviu gritos que partiam do quintal, que dirigindo-se para ali viu Leocadia vir subindo uma escada que comunica a cozinha com o quintal. Que Leocadia estava coberta de sangue e quando viu a ela testemunha pediu-lhe que a acudisse. Que junto a escada se achava o acusado presente com uma faca desembainhada na mão, e que este ao ver ela testemunha voltou a faca contra si fazendo com esta um ferimento no lado esquerdo e depois dirigiu-se para a porta e desapareceu. Disse mais que algum tempo já o pardo Virginio o havia dada uma bordoada na cabeça de Leocadia, fazendo-lhe um profundo ferimento (...)Disse mais que atribui o fato criminoso ao ciúme que Virginio tem de Leocadia com quem entretinha relações amorosas” (em transcrição livre).

O acusado, Virginio, alegou que: “Leocadia quem lhe fez o ferimento que ele apresenta que a faca era dela, que ele se apoderou dela e fez com esta os ferimentos em Leocadia” (em transcrição livre)

Documento redigido pelo escrivão, José Antônio de Oliveira Silveira e assinado delegado, João Nepomuceno de Souza e por Bernardo de Mello e Silva, a rogo da testemunha, por esta não saber escrever

*O termo “alugada”, provavelmente refere-se a um dos tipos de trabalho escravo existentes no Brasil do século XIX. Os chamados “de aluguel” eram escravizados alugados por seus senhores a terceiros, normalmente para algum ofício específico, como, por exemplo, cozinheiro (a).

2º Testemunha – João Rabino Neponoceno
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1887-17 · Item · 21 de setembro de 1887
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Inquirição da testemunha, João Rabino Neponoceno. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): João Rabino Neponoceno, 58 anos de idade, casado, lavrador, natural de Jundiaí e morador de Piracicaba.

Ao ser inquirida, a testemunha fez um relato muito parecido com o da 1º testemunha (João Francisco Barbosa ), que, no dia 20 de agosto de 1887, Carlos Salvadori relatou que seu pai havia desaparecido, então ele, e mais indivíduos saíram em busca, quando encontraram Victorio Salvadori morto, deitado de costas, com ferimentos na cabeça, mas sem vestígios de sangue, o que levada a crer que ele não havia sido morto ali. Além disso o cadáver tinha os pulsos inchados, denotando que havia sido amarrado e conduzido por mais de uma pessoa. Disse ainda que:

“(...) no bairro corre como certo que os autores da morte de Victorio foram seus filhos Carlos, Benjamin e a nora (...) Disse mais que Victorio tinha uma herança para receber da Europa” (em transcrição livre)

Documento redigido pelo escrivão, Francisco Antônio Galvão e assinado pelos presentes.

2º Testemunha – João Rabino Neponoceno
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1887-34 · Item · 10 de novembro de 1887
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Inquirição da testemunha, João Rabino Neponoceno. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): João Rabino Neponoceno, 58 anos de idade, casado, natural de Jundiaí e morador de Piracicaba.

Ao ser inquirida, a testemunha fez um relato muito parecido com o prestado anteriormente, no dia 21 de setembro de 1887 (item 17), acrescentando, quando saíram para procurar Victorio Salvadori:

“Depois de terem caminhado alguns passos, Carlos disse que não continuava a caminhar com eles, porque ia a Cidade buscar sua gente para procurar a seu pai. ele depoente, estranhando isto, replicou, dizendo a Carlos que achava melhor irem juntos dali, Carlos nada disse e separou-se do grupo e veio em direção à Cidade. Ele depoente e seu irmão voltaram para casa e resolvendo procurar a Victorio a tarde. De fato, neste tempo, saíram de casa e foram em direção a casa de Victorio e chegando perto ouviu choro o que fez dele depoente presumir já ter sido encontrado a Victorio e entrando na casa deste com seu irmão Joaquim Barbosa Sobrinho viram a Anna Gaviola que chorava dizendo que Victorio ainda não tinha sido encontrado” (em transcrição livre)

Documento redigido pelo escrivão, José Manoel da França e assinado pelos presentes.

2º Testemunha – Joaquim Marçal de Camargo Salles
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1882-25 · Item · 16 de novembro 1881
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Inquirição da testemunha, Joaquim Marçal de Camargo Salles. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): Joaquim Marçal de Camargo Salles, 20 anos de idade, solteiro natural e morador de Piracicaba (em companhia de seu pai).

Ao ser inquirida, a testemunha relatou que: “(...) no dia em que se deu o fato, as 8 horas da manhã, mais ou menos, passava ele de depoente em frente a casa de Francisca Maria Augusta e vendo ali várias pessoas e entre elas o Doutor Alvim e Joaquim Moreira Coelho, parou na porta – convidando-o a dona da casa para entrar, entrou e então esta contou que um preto de Francisco Pimenta Gomes, tinha nessa manhã dado sete facadas na sua alugada* de nome Leocadia, dando-se esse fato no quintal de sua casa” (em transcrição livre)

Documento redigido pelo escrivão, José Manoel de França e assinado pelo juiz, Canuto José Saraiva, pelo curador do réu, Prudente José de Moraes Barros e pela testemunha.

*O termo “alugada”, provavelmente refere-se a um dos tipos de trabalho escravo existentes no Brasil do século XIX. Os chamados “de aluguel” eram escravizados alugados por seus senhores a terceiros, normalmente para algum ofício específico, como, por exemplo, cozinheiro (a).

2º Testemunha – Manoel Ferraz Netto
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1913-43 · Item · 14 de novembro de 1913
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Inquirição da testemunha Manoel Ferraz Netto. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): “Manoel Ferraz Netto, com 42 anos de idade, casado, lavrador, natural e residente nesta Piracicaba, à rua da Boa Morte nº19, sabendo ler e escrever. Aos costumes disse nada” (em transcrição livre)

No depoimento, Manoel Ferraz Netto dá um relato similar ao presado anteriormente, em 30 de outubro de 1913: Que se achava na janela de sua casa, que é fronteira a de Rodrigo Nogueira, que escutou a detonação de um tiro. Que viu um trolle parado na frente da casa do denunciado e dentro dele um homem que “fazia fogo contra Rodrigo Alves de Nogueira.

Documento redigido pelo ‘ajudante habilitado’, Medardo Ferreira Neves, e assinado pelos presentes.

*”Aos costumes disse nada” é uma expressão usada para indicar que a testemunha não tem parentesco, afinidade especial ou conflitos o réu, ou com as partes envolvidas no processo

2º Testemunha – Manoel Joaquim Alves
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1880-14 · Item · 12 de maio de 1879
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Inquirição da testemunha, Manoel Joaquim Alves. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): Manoel Joaquim Alves, 60 anos (mais ou menos), casado, proprietário, natural de Piracicaba e morador desta.

Ao ser inquirida, a testemunha relatou que, no dia do fato, estava em sua casa (na rua Direita) quando ouviu um tiro vindo da direção da casa de Sebastiana Maria de Oliveira. Quando perguntado sobre os motivos do crime, respondeu:

“que supõe ser por causa de ciúmes, por que ambos frequentavam a casa de Sebastiana” (em transcrição livre)

Documento lavrado pelo escrivão, José Manoel de França e assinado pelo juiz municipal suplente, Inocêncio de Paula Eduardo, e por Francisco Pinto Nunes, a rodo da testemunha, por esta não saber escrever.

2º Testemunha – Martinho José Ribeiro
BR SPCVP AC-AJV-TJ.1863-10 · Item · 29 de agosto de 1860
Parte de ACERVOS ESPECIAIS

Inquirição da 2º testemunha, o alferes Martinho José Ribeiro. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): Alferes Martinho José Ribeiro, de 36 anos de idade, casado, natural de São Paulo, de passagem pela cidade e militar.

Ao ser inquirida, a testemunha relatou que não sabia como se tinha dado o incêndio que destruiu os autos, que estava dormindo e que foi acordado pelos gritos do Tenente Antônio Alberto de Figueiredo, que estava na sala, e que, correndo até ele, o encontrando “incendiando-se” as suas roupas, bem como estavam incendiadas as roupas de cama e os papéis. Que acudiu imediatamente o dito Tenente, e que conseguiu apagar o fogo com a ajuda de alguns camaradas que estavam na casa. Ao ser perguntado, respondeu que não sabia se o réu havia recebido alguns autos do escrivão Manoel Alves Lobo e que só soube dos autos queimados após os exames do incêndio.

Documento lavrado pelo escrivão, Joaquim de Oliveira Cézar, assinado pelo Juiz, Francisco José da Conceição, pelo Promotor Público da Comarca, Carlos Henrique de Aguiar Melchert, pela testemunha e pelo réu.

3 de fevereiro de 1858
BR SPCVP CMP-AT-A09-183 · Item
Parte de CÂMARA MUNICIPAL DE PIRACICABA

Ata da sessão extraordinária do dia 3 de fevereiro de 1858, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão assinaram ofícios, leram um requerimento do oficial de justiça Paulo Barbosa pedindo custas pelo engano que houve na contagem, e foi deliberado mandar passar mandado a favor do mesmo. O presidente da Câmara levantou a sessão dispensando o vereador Barbosa Pires, e discutiram sobre isso. O secretario alegou que o juiz de direito exigia o livro para a revisão de jurados, além de querer analisar pagamento de rubricas e de selos, alegaram não pagar nada nem dispor do livro. Discutiram sobre tamanhos e proporções de uma ponte sob o rio Itapeva.
Documento redigido pelo secretário Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Felipe Xavier da Rocha, Antônio Joaquim da Silveira, José Antônio Gonçalves de Oliveira, Antônio Narciso Coelho, e Manoel Barbosa Pires.

3 de janeiro de 1858
BR SPCVP CMP-AT-A09-177 · Item
Parte de CÂMARA MUNICIPAL DE PIRACICABA

Ata da sessão ordinária do dia 3 de janeiro de 1858, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão a comissão de contas apresentou pareceres e encontraram uma diferença de dois mil réis na adição de férias do procurador, foi deliberado que mandassem pagar. Analisaram o relatório do fiscal e pediram informação sobre um negociante de jóias multado. Deliberaram a cobrança de multas após analisarem o relatório do fiscal de Santa Bárbara, além de pedir a limpeza do pátio da matriz daquela freguesia. Foi requerido pelo carcereiro que a Câmara pagasse assistência para os presos e discutiram sobre isso. Finalizaram lendo um requerimento do padre Francisco de Assis Pinto de Castro pedindo atestado, e mandaram passar, além de ordenar ao fiscal que concertasse precintas malfeitas na cidade.
Documento redigido pelo secretário Joaquim Correia de Assunção e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Melchior de Melo Castanho, Antônio Joaquim da Silveira, Joaquim Floriano Leite, Antônio Narciso Coelho, João Manoel de Aguiar, Manoel Barbosa Pires, e João Batista Correia.

3 de janeiro de 1859
BR SPCVP CMP-AT-A09-218 · Item
Parte de CÂMARA MUNICIPAL DE PIRACICABA

Ata da sessão ordinária do dia 3 de janeiro de 1859, sob presidência de Salvador de Ramos Correia. Em sessão leram um oficio dos vereadores Batista, Silveira, e Narciso Coelho alegando não poder comparar na sessão. O vereador Melo Castanho declarou a Câmara que sua falta na presente sessão foi devida as moléstias que comprometiam seus escravos, sendo necessária sua presença para administrar remédios, foi atendido. O presidente da Câmara declarou que deixassem os afazeres da sessão para o dia seguinte.
Documento redigido pelo secretario Francisco Ferraz de Carvalho e assinado por: Salvador de Ramos Correia, Melchior de Melo Castanho, José Antonio Gonçalves de Oliveira, João Manoel de Aguirra, e Joaquim Floriano Leite.