Auto de Corpo de Delito, em Rafael Mazzeo, ocorrido as 11 horas da manhã, de 31 de janeiro de 1893, na cadeia publica, estando presentes o delegado de polícia, o Major Amador de Campos Pacheco, o escrivão, Joaquim Alves, os peritos Paulo Pinto de Almeida e João Batista da Silveira e as testemunhas. Após de devidamente juramentados, os peritos iniciaram os exames e investigações, e declararam o seguinte:
“Encontraram uma solução de continuidade na região occipital*, do lado esquerdo de quatro centímetros de extensão comprometendo apenas parte do couro cabeludo já em via de cicatrização, sendo direção mais ou menos regular; Apresenta no dedo grande na face palmar uma outra arrombadora de quinze milímetros de extensão, um outro ferimento minutíssimo, tendo quando muito dois milímetros de forma triangular e já cicatrizado parecendo ter comprometido toda a pele, pouco abaixo do precedente, junto a articulação metacarpo falangeana ” (em transcrição livre)
Segundo os peritos, a ofensa física causou uma lesão corporal, não mortal, com ligeiro derramamento de sangue, feita com instrumento perfurante.
Documento redigido pelo escrivão e assinado pelos presentes.
*Occipital: osso único localizado na face posterior da cabeça.