Recorte de jornal do Diário da Noite, em São Paulo, sem indicação de data, intitulado “A Escola Normal da Praça e a data festiva de hoje”, e subtitulado “Comemorando a definitiva reabertura dos seus cursos”. Inicialmente, a reportagem traz uma fotografia do então diretor da escola, Dr. Honorato Faustino, a seguir, traz informações acerca da solenidade que comemorou a reabertura e a instalação em um novo prédio da dita escola, citam que “Criada e suprimida por duas vezes, foi a Escola reaberta em 1880, numa das salas do pavimento térreo do prédio, onde agora funciona o Fórum Cível, e naquele tempo ocupado pelo Tesouro. Logo sentiu-se a necessidade de tranferi-la para um prédio mais amplo e confortável. No governo Prudente de Moraes foi, afinal, instalada [...]. O ato solene da instalação deu-se 2 de agosto de 1894, justamente 14 anos após, sua reabertura” (em transcrição livre).
Ainda, a reportagem detalha, de modo ordenado, a programação literário-musical realizada durante a solenidade, como por exemplo, a execução do Orpheão (coral) Escolar, discurso do Honorato Faustino de Oliveira, execução de piano, entre outros.
Recorte de jornal, do periódico “Diário de São Paulo”, de 28 de agosto de 1929, intitulado “Encantadora Festa Escolar” e subtitulado “Na Escola Modelo “Caetano de Campos”. Inicialmente, a matéria traz uma fotografia de Honorato Faustino juntamente com alunas da escola. Na legenda da foto, lê-se: “No alto – Cena final da fantasia – “Borboletas e flores”, vendo-se ao centro o dr. Honorato Faustino, autor da letra e música. Em baixo – As crianças que tomaram parte no programa da festa” (em transcrição livre). Após a fotografia, a reportagem relata que no dia anterior (27/08/1929), às 15 horas, houve uma “festinha das meninas do 2. ano C e 3º A, que estão sob a direção das professoras dona Isaura Cardoso Teixeira e Helena Borges” (em transcrição livre). Discorre detalhadamente a seguir, a programação que houvera naquele dia, como por exemplo, o hino, letra e música do Doutor Honorato Faustinho “Bendigo a Escola”, a comédia “Irmã e Irmão”, apresentação de piano da Mazurka de Chopin n. 5, entre outras apresentações.
Recorte do jornal “Diário de São Paulo”, de 06 de fevereiro de 1929, intitulado “Há crises de escolas na Capital”. A matéria traz uma entrevista com o Doutor Honorato Faustino de Oliveira, cuja a necessidade de tal ato, surgiu do problema envolvendo as escolas públicas do Estado (instrução pública), no sentido de haver um crescimento da população escolar e que haveria a necessidade de estender os turnos para três nas escolas, por isto, o jornal explica que foi checar com Honorato as informações, para se instruir melhor acerca do problema, pois outros jornais haviam relatado tal fato. Da entrevista, Honorato Faustino relata sobre a insuficiência de escolas, mas não sabe dizer quais seriam as resoluções do poder público, ratifica que será breve, mas sem precipitação, dado que poderia haver mais problemas no futuro. Informa ainda que, naquele ano, havia uma fila de espera de 600 pessoas, se impondo a partir daí a necessidade de novas escolas ou a abertura de novos horários. Outro ponto que Honorato destaca é o desinteresse dos homens ao magistério, pois estão “[...] fazendo dele simples escala para as posições definitivas da vida” (em transcrição livre), mas “Felizmente a mulher - a educadora por excelência – supre airosamente esta ausência, pois o numero de normalista é crescidíssimo e os resultados obtidos com a sua ação no magistério são tanto ou mais satisfatórios que os dos próprios professores (homens). Encerra a entrevista falando das possíveis providências, mas que, até aquele momento, não havia recebido nenhuma ordem ou sugestão formal da Instrução Pública do Estado.
Matéria do jornal “Diário de São Paulo”, de 02 de agosto de 1929, intitulada “Como vai ser comemorado o 2 de agosto”, que trata sobre as celebrações referentes aos cinquenta anos da Escola Normal da Praça da República, em São Paulo, onde, dentre outros trechos, se lê: “No próximo ano completa a Escola Normal completa o 50º ano de sua reabertura. Para comemorar tão auspicioso evento, preparam-se, desde já, as festas, durante as quais se dará a inauguração da herma a Caetano de Campos. Trata-se de uma festa consagrada ao culto da tradição”. A matéria informa também que “o Grêmio Normalista 2 de Agosto vai comemorar a data com uma sessão lítero-musical”, em cujo programa consta o “Discurso pelo dr. Honorato Faustino de Oliveira, diretor da Escola Normal, que irá lançar, a pedido do Grêmio, a ideia de um Curso de Brasilidade, cujas lições serão depois enfeixadas em volumes e vendidas em benefício da herma a Caetano de Campos” (em transcrição livre).
Inquirição da 4º testemunha, Sabino Tobias Costa. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): Sabino Tobias Costa, de 27 anos de idade, solteiro, natural de [Iguape], de passagem por Piracicaba e soldado de 1º linha.
Ao ser inquirida, a testemunha relatou que estava dormindo na sala da cozinha, quando foi acordado pelos gritos do Alferes Martinho José Ribeiro, que o chamava. Que viu o Tenente Antônio Alberto de Figueiredo, as roupas da cama, bem como uns papéis pegando fogo. Que pegou um barril e atirou água no tenente e na cama, e logo tudo se apagou. Segundo Sabino, tal fato deu-se as 22:30, ou mais, que o alferes Ribeiro e o camarada Claudino que ajudaram a apagar o fogo. Declarou também que nada sabia sobre os autos e papéis queimados.
Documento lavrado pelo escrivão, Joaquim de Oliveira Cézar, assinado pelo Juiz, Francisco José da Conceição, pelo Promotor Público da Comarca, Carlos Henrique de Aguiar Melchert, pelo réu e por José Manoel da Cruz, a rogo da testemunha, por esta não saber escrever
Correspondência encaminhada ao delegado de polícia, Manoel de Mores Barros pelo diretor do Estabelecimento Naval de Itapeva na cidade da Constituição (Piracicaba), o Tenente Camillo de [Teles] e Silva, no qual este informa sobre o incêndio da casa de Antônio Alberto de Figueiredo.
Do documento, é narrado pelo Tenente Camillo de Teles e Silva que no dia 25 de agosto de 1860 foi informado que “o Tenente Antônio Alberto de Figueiredo, se tinha queimado todo por haver pegado fogo na cama em que esse oficial se achava dormindo”. Que foi imediatamente ao local, juntamente com outras pessoas, e lá encontrou o dito Figueiredo, na sala, deitado em uma rede, com o braço esquerdo queimado. Relatou seu texto, que encontrou a casa cheia de gente da vizinhança e detalha o que foi encontrado, citando que podia inferir que “de tudo isso que esse incêndio do qual ia sendo vitima esse oficial foi filho da imprudência de ter ele adormecido sem acautelar-se de apagar a luz”. O diretor termina tal documento ressaltando que:
“Tendo nós todos presenciado entre os fragmentos de papéis queimados que se achavam em cima da cadeira, os dos autos do processo crime instaurado contra o dito Tenente Figueiredo, julgo do meu dever levar ao conhecimento de Vosso Senhor afim de proceder ao competente corpo de delito, ou tomar a respeito as providencias que lhe parecerem justas” (em transcrição livre)
Inquirição da testemunha informante, Manoel Alves Lobo. Tem-se as seguintes informações sobre ele (qualificação): Manoel Alves Lobo, empregado público, de 28 anos de idade, casado, natural de Itu. Aos costumes*, disse ser “hoje” inimigo do réu
Ao ser inquirida, a testemunha disse que ratificada, perante juramento, o depoimento por ele prestado em dia anterior*.
Documento lavrado pelo escrivão, Joaquim de Oliveira Cézar, assinado pelo Juiz, Francisco José da Conceição, pelo Promotor Público da Comarca, Carlos Henrique de Aguiar Melchert, pela testemunha e pelo réu.
Aos costumes: Locução utilizada em processo civis ou criminais. Todavia, é corruptela da expressão verdadeira as perguntas de costume que indica as perguntas feitas pelo juiz à testemunha ou qualquer outra pessoa, antes de inquiri-la, para verificar se existe ou não algum impedimento legal do depoente. Manoel Alves Lobo foi inquirido como testemunha informante em 29 de agosto de 1860 (folha 11 do processo).
Juntada*, pela a qual o escrivão Joaquim de Oliveira Cézar junta aos autos a defesa, por escrito, apresentada pelo indiciado, e réu neste processo, o Tenente Antônio Alberto de Figueiredo.
- Juntada: ato judicial pelo qual são anexados ao processo petições, laudos, provas ou qualquer outra peça processual
Conjunto de documentos do processo, como datas, autos conclusos*, publicação e recebimento.
- Autos conclusos é o ato de enviar o processo ao magistrado para que profira algum ato
Mandado pelo o qual Juiz Municipal suplente, Antônio de Barros Ferraz, manda, a qualquer oficial de justiça do juízo que intime as testemunhas.
Documento redigido pelo escrivão Bento Barreto do Amaral Gurgel e assinado pelo citado juiz suplente em exercício